(Cliquem nos links para ler)
domingo, 9 de dezembro de 2012
sábado, 17 de novembro de 2012
The Man I Love. Entrevista a Richard Zimler e Alexandre Quintanilha
Excerto da entrevista a Richard Zimler e Alexandre Quintanilha, realizada por Anabela Mota Ribeiro para o jornal Público. Podem ler a entrevista integral em Ainda que os Amantes se Percam...
Conheceram-se em São Francisco em 1978, mudaram-se para o Porto em
1990. Casaram-se há dois anos e um mês. Alexandre Quintanilha tem 68
anos, é cientista. Richard Zimler tem 56 anos, é escritor. (...)
Eles souberam, desde o princípio, que o outro era o tal. Não se enganaram. Sorte? Sorte e trabalho, respondem os dois.
Eles souberam, desde o princípio, que o outro era o tal. Não se enganaram. Sorte? Sorte e trabalho, respondem os dois.
A maior parte das pessoas precisa do conforto de saber onde pertence.
A.Q. - Não sei se precisam. Acho que estão doutrinadas para achar
que precisam. Vivemos muito em relação à opinião dos outros - como é
que nos identificam, onde é que nos põem, como é que nos consideram?
Estes muitos anos de vida foram uma caminhada a libertar-me disso.
Por que é que para si foi importante casar?
R.Z. - Simbolismo. Ainda há sítios no mundo em que ser
homossexual pode ser punido com sentença de morte, com penas de dez
anos, ou mais, de prisão. Para mim, como escritor, como ser humano, o
facto de ser um crime exprimir o que é melhor dentro de nós, a afeição, a
paixão, a solidariedade e a amizade, é inconcebivelmente injusto. É
muito importante reivindicarmos os nossos direitos no Ocidente, para que
um jovem que tenha acesso à Internet no Burkina Faso, na Nigéria ou na
Birmânia, possa ir ao site do PÚBLICO em Portugal [e ler esta entrevista].
A aprovação do casamento gay em Portugal foi um passo de gigante para que isto deixe de ser um assunto?
A.Q. - Sim. Ter sido aprovado e ter tido pouca contestação, o que é uma coisa muito interessante.
R.Z. - Toda aquela gente que previa o fim do mundo...
A.Q. - Só daqui a vários anos vamos perceber o impacto. Uma das
razões pelas quais tive dúvidas sobre dar esta entrevista foi porque já
quase deixou de ser um assunto em Portugal. Tinha medo que as pessoas
pensassem que estava a fazer a apologia de qualquer coisa, ou que havia a
necessidade de falar sobre um assunto.
R.Z. - É um risco. Não quero ser conhecido como um escritor gay,
como também não quero ser conhecido como escritor judeu, ou escritor
americano. Quero ser conhecido como um bom escritor. Decidi correr esse
risco. Os benefícios para a tal jovem de Castelo Branco e para o jovem
de Fafe são mais importantes. Há pessoas que estão a sofrer imenso no
mundo simplesmente por amarem uma pessoa do mesmo sexo.
É um país muito mais iníquo, agora?
A.Q. - Sim. É das coisas mais graves que vi nestes últimos 20
anos. É criminoso que nestas propostas [do Orçamento do Estado] o
aumento dos impostos dos mais ricos seja em percentagens mais baixas que
o dos mais pobres. Os pais do Richard viveram o tempo do Roosevelt, que
criou trabalho depois da Grande Depressão, o New Deal. Gostaria muito
que houvesse um New Deal em Portugal. Os que têm mais deviam contribuir
mais, os que têm menos deviam contribuir menos. São os dois grandes
dilemas nesta altura, a iniquidade e os miúdos a sentir que não têm
escolhas, que a única escolha é ir lá para fora. A consequência disso
sobre a saúde mental dos portugueses vai ser muito séria. Já não
tínhamos uma saúde mental muito boa [riso].
sexta-feira, 22 de junho de 2012
e-book
Para quem gosta de e-books, informo que o meu romance já se encontra à venda na amazon. Links para os diferentes países [o texto é sempre em Português]:
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Assim, se tiverem curiosidade, e quiserem contribuir com uns trocos (que
servirão para a publicação de um livro de poesia/prosa poética, em
edição de autor) vão à amazon comprar o vosso exemplar.
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