sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
O SILÊNCIO ENSURDECEDOR
Ao silêncio ensurdecedor daqueles que se calam, daqueles que temem, dos cobardes, que - como dizia William Shakespeare - morrem muitas vezes antes de morrer, temos o dever de responder com um grito, um berro a plenos pulmões.
Porque o silêncio é complacente com as injustiças, as intrigas, a mediocridade. Porque os cobardes vivem da maledicência, da intriga, do atemorizar dos fracos, devemos ser firmes e fortes perante eles. Porque os cobardes são fortes com os fracos, fracos com os fortes.
Pior que um energúmeno utilizar o seu pequeno poder, escudado de torpes lacaios, legitimado por caciques e indiferença, na Assembleia Municipal, de uma capital de distrito, de um país que se auto-denomina democrático, para denegrir e enxovalhar um cidadão - pior que isso é a complacência e o silêncio da grande maioria dos restantes deputados municipais.
Pode parecer surreal, pode parecer um história saída de um romance do realismo fantástico sul-americano, mas é real, e está a acontecer na Assembleia Municipal da Guarda.
Imagem: retrato de Américo Rodrigues (director artístico e financeiro do Teatro Municipal da Guarda), feito por Alexandre Gamelas.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
O FIM DO MUNDO
Sabemos que vivemos no fim do mundo quando procuramos um livro em todas as livrarias da cidade e nenhuma tem um único exemplar. A vontade é partir. Porém, quando a consciência que temos de nós mesmos nos permite olhar para dentro com olhar isento, sabemos que esta angústia é interna, e que o fim do mundo está dentro de nós, e irá connosco para onde quer que vamos. As paisagens diferentes que a vida nos possa proporcionar poderão distrair-nos da paisagem interior, mas poderão modificá-la? Para sabermos temos que partir. Quando procuramos um livro em todas as livrarias da cidade e, não havendo um único exemplar em nenhuma, sentimos que vivemos no fim do mundo, temos que partir.
E afinal, qual é o livro? Nunca me Deixes, de Kazuo Ishiguro. A angústia deve ser do título...
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