Até há poucos meses nada sabia sobre este autor,
Roberto Bolaño, que terá escrito até ao último suspiro, febril e compulsivamente, talvez angustiado, o livro
2666. Nada sabia significa que nem o nome conhecia. Porém, nos últimos meses não houve autor ou obra alguma sobre a qual tenha lido mais posts, crónicas, notícias. Nunca tinha dado conta de tanto marketing, publicidade, até entusiasmo, em torno da publicação de um livro. A obra deve ser boa (genial até, palavra ingrata entre a elite artística), tão boa que leva a que a apregoam os críticos literários aquém e além fronteiras. Isto tudo para dizer que vou comprar o tal romance com mais de mil páginas de que tanto se escreve na blogosfera. Não porque de há uns meses para cá tenha ficado a saber alguma coisa sobre este
segredo bem guardado da literatura latino-americana, mas porque não quero ficar fora do grupo daqueles que vão conhecer o segredo - se é que é possível conhecer-se um segredo - vou comprar amanhã o 2666, e principalmente porque livros com mais de mil páginas sempre me seduziram.