Cada um inventa os moinhos de vento
que lhe cabe defrontar.
Os meus nem por um momento
me deixam sossegar.
É uma luta sem tréguas nem sinais
de iminente rendição
e o que me aflige mais
nos dias que virão
é que os moinhos que defronto a esmo
existem mesmo.
Torquato da Luz, inblog OFÍCIO DIÁRIO.
*Não sei se inventei os meus, se foram eles que me inventaram a mim; a verdade é que o barulho das pás (ou será velas?) ao vento me acorda todas as noites (1); ou antes, todas as manhãs, que a noite passo-a acordado temendo os meus moinhos, embora sem pensar neles, distraindo-me com outros artefactos, como este post.
«Velas» coaduna-se melhor ao sentido poético da frase; contudo, «pás», além de ser tecnicamente mais correcto, adapta-se melhor ao sentido intímo da frase, pois transmite uma imagem mais violenta...

