Leitores mais atentos e irrequietos (e atrevidos, nas suas próprias palavras) têm-me enviado e-mails (ou através do msn - aqueles que me adicionaram) a perguntar quem é o autor anónimo dos rascunhos encontrados num caderno abandonado. Respondo-lhes sempre que encontrei os cadernos, pois são sete, numa casa que estava prestes a ser demolida. Que não contém nas suas muitas páginas nenhuma referência a nenhum nome. E assim me apresento como o heróico salvador das memórias de alguém que ali terá um dia habitado. E que talvez tenha sido feliz. Há sempre essa possibilidade! Por mais ínfima que seja...
Mas... Mas... Mas... Respondem-me. Este rascunho, e aquele, e aqueloutro. Estão publicados com o teu nome na revista. O que faz de mim, ou ladrão, usurpador de identidade, ou aldrabão. Confesso pois que tenho um pouco das duas. E que sim, todos os rascunhos são da minha autoria. Porém, podem estar descansados, são rascunhos que encontrei em cadernos abandonados!

