segunda-feira, 31 de março de 2008

SONHOS

Cão São Bernardo Às vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas... O tempo passa... E descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais! - Bob Marley
"Às vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas... O tempo passa... E descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais!" - Bob Marley Cliquem na imagem para ampliar... e... viram o coelho a passar? não era um coelho? de qualquer modo, não se esqueçam de acertar os relógios! E preparem-se para Abril pois: Abril, já dizia o Poeta dos Três Leopardos Brancos, é o mais cruel dos meses. Para lhe sobreviver é preciso ser mais cruel ainda: magoe profundamente a pessoa de quem mais gosta. (via Bibliotecário de Babel). Eu, infelizmente, não tenho a menor possibilidade de magoar a pessoa de quem mais gosto, mas, ai!, como magoaria se pudesse!

sexta-feira, 28 de março de 2008

Palavras*

Tristes simples viajantes que, exploradas por quem não as usa da forma mais gentil, e enaltecidas por quem as floreia de tal maneira que as torna em delícias para os ouvidos. Fortuna de quem as ama e respeita de maneira honesta para as quais foram talhadas. Desespero ou ficção, há quem sinta necessidade apenas de as ouvir chegar, há quem sinta eterna necessidade de as proclamar, há quem fique sem elas nas alturas mais importantes e há quem as repita aos céus sem se cansar. Fazem regalar o coração quando realizam expectativas, e partem os mesmos quando se revelam por inteiro… Aguardam fervorosamente quando a distancia as separam e chegam atrasadas quanto de suave a morte as atraiçoa. Nada mais do que palavras, meras maquina propulsoras da natureza, no vento ou no tempo, serão perpetuamente simples tristes viajantes!
Trëk
*Outros textos do Trëk: Quebra o Padrão; Infância.

40 PÁGINAS PERDIDAS....*

Afinal o tempo passa depressa. disseste que não voltarias se. e não voltaste. destruiste a tua vida e deixaste a minha assim. em suspenso. pensei que não aguentaria, que ao fim de uma semana, ou vá, não sejamos exagerados, ao fim de um mês morreria. porém, fui inventado desculpas para continuar a viver. entretanto, os dias passaram. faz amanhã onze anos. bem me diziam que a vida continua, continua sempre. apenas o tempo é inexorável; podemos mudar tudo o resto, mas nunca voltaremos atrás. um segundo apenas pode deitar tudo a perder. foi por medo ou por vingança? agora nunca saberei, porque tu te manténs inflexível. nem uma palavra sobre o assunto. se tivesse cedido, como seria? posso ficar o resto da minha vida a fazer perguntas, que nunca saberei as respostas, as respostas estão no passado, e ao passado não podemos retornar. mesmo nós, mudámos. podemos voltar a ser quem éramos? dificilmente. ao corpo, o tempo tratou-o como um cruel carrasco. ao espírito, nós nos encarregámos de o vergastar. com as dúvidas, as angústias, as noites em que não conseguimos dormir. parece que foi ontem. para nós será sempre ontem. pois aquele segundo bastou. o instante em que atravessaste aquela porta e eu virei as costas. talvez fosses carregado pela dúvida e ansiedade. ainda estaria sentado à tua espera, quando regressasses? hesitei e. mal da minha vida, dor insuportável transporto em mim desde esse momento. subi a ladeira e fui-me embora. ansioso, esperei que me fosses procurar. mas tu eras inflexível. sempre foste inflexível, e não me foste chamar. Da última vez que te falei, disseste que não querias que fosse assim, que não querias nada do que tinhas, nem daquilo que tinha acontecido. mas eu é que fugi, fizeste questão de frisar. teria mudado alguma coisa? não teria sido exactamente o mesmo? agora nunca saberemos. um dia a morte virá ceifar-nos. vai encontrar-nos distantes. vai-se rir de nós, da nossa cobardia, do nosso medo. tivémos medo daquilo que desconhecíamos, mas que tanto desejávamos. o instinto foi mais forte que o amor. e um amor que não tem força e coragem para lutar contra os medos da vida, não merece existir. nós não merecíamos um amor assim. fomos indignos do amor com que nos amávamos. fizemos da nossa vida este inferno. a raiva crucifixa-nos. todos os dias morremos pregados à cruz que escolhemos transportar. ainda que estejamos sós, há sempre à nossa volta o insuportável escárnio dos espectros que nos atormentam. escurecemos as nossas horas, fizémos dos nossos dias noites contínuas. o sol não voltará a nascer no horizonte. como este parágrafo, as nossas vidas são um longo lamento. despido de pessoas, de lugares, de tempo.
*Eis o porquê... Desculpem os eventuais erros ortográficos, mas estou sem paciência para corrigir os efeitos da minha dislexia...