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quinta-feira, 25 de junho de 2009
domingo, 12 de outubro de 2008
was it all worth it?*
Trabalhas. De manhã à noite. Todos os dias. Compras carro. Casa. Fazes planos. Contas. Nunca batem certo, mas já estás habituado. Vendes a casa. Alugas um apartamento. Mudas de trabalho. Ou ficas no desemprego. Andas de café em café. Deixas versos nas folhas dos jornais. Envelheces. Bebes whisky. Com a mesma vontade com que bebias água, quando eras menino. Fumas um cigarro, e outro, e outro. Dizes que um dia hás-de deixar de fumar. Acordas cedo. Deitas-te tarde. Dormes pouco, lógica conclusão. Juntas uns trocos. Para um dia. Um dia o quê? Compras um iphone, ou um notebook. Abres um livro ao meio. Será desta que vais até ao fim? Um dia o quê? Acordas sobressaltado, a meio da noite. Dez anos depois. Treze anos depois, para ser exacto. Trabalhas. De manhã à noite. Todos os dias... Juntas uns trocos. Para um dia. Um dia o quê? Acordas sobressaltado, treze anos depois. Porque não admites? De uma vez por todas. De modo definitivo. Aguenta-te à brava, ou... Treze anos é tempo suficiente para saberes que esse sobressalto, esse silêncio, esse sonho, essa palavra que nunca chegaste a pronunciar... Podes viver. Viver não importa quanto. Um segundo mais, ou um século. O tempo é indivisível. Essa mágoa é grande demais. Se vais continuar. Continuar sempre. Habitua-te. Trabalhas. De manhã à noite. Todos os dias... Juntas uns trocos. Para um dia. Um dia o quê? Acordas sobressaltado, treze anos depois. Acordas com o mesmo sobressalto há treze anos. Hás-de acordar com o mesmo sobressalto até que. O quê? Até que um dia chegue. Quem? Não, Não penses nisso! Ninguém... Apenas o sono, o sono tranquilo. Mas agora vai dormir, meu menino. Vai dormir que àmanhã é outro dia.
*título da 10ª música do álbum "The Miracle" (1989) dos QUEEN.
terça-feira, 29 de julho de 2008
CONFISSÕES DE UM PROTOALCOÓLICO #2
- Nunca conseguirei habituar-me a esta dor... - concluiu, soluçando...
- Consegues, consegues! - pensei, enquanto tragava as últimas gotas do Johnnie Walker Black Label. - Eu próprio ultrapassei a dor da desilusão que sou para mim mesmo há muitos anos... - mas não lho podia dizer. A sua dor causava-me um certo prazer; afinal dissera-lhe vezes sem conta, «afasta-te de mim, eu não sou quem tu pensas, eu nunca poderei ser quem tu pensas...» E ela respondia «não me importo!» E ela repetia «não me importo!» E ela insistia «não me importo!»
Mas, afinal, apenas eu não me importei...
segunda-feira, 21 de julho de 2008
CONFISSÕES DE UM PROTOALCOÓLICO
A Frize Limão provoca-me o mesmo prurido na garganta que o whisky me provocava aos quinze anos.
sábado, 12 de julho de 2008
WHISKY DUPLO SEM GELO
Quando este post, que agendei, for publicado, será dia 12 de Julho, serão 14h49m, e estarei a beber um whisky duplo sem gelo. Faz 11 anos que morri. Peçam um, e brindem! Ao que quiserem! Ao meu cadáver que se arrasta pelos dias, se vos aprouver!
terça-feira, 20 de maio de 2008
A POLÍTICA PORTUGUESA E OS JOVENS
Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva, arranjou uma nova preocupação para ocupar o seu tempo, os noticiários, os debates públicos, e as capas dos jornais. Diz ele que o afastamento dos jovens portugueses relativamente à política é preocupante... E eu que pensava que o que era preocupante na política portuguesa eram os cadáveres que persistem em arrastar-se pelos corredores do poder... Obrigado Senhor Presidente, por me elucidar!
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
*
nessa altura bebíamos genebra
sentados na mesa do canto
do café mondego
agora bebemos mescal
não nos sentamos a não ser
em cadeiras que atravessam o tempo
pois o café mondego é hoje um banco
qualquer
nessa altura falávamos de poetas
que só bebiam absinto
abandonávamos os poetas à sua sorte à
sua loucura
agora passamos as noites a beber cerveja
guiness
apinhados contra o balcão de um bar
de música jazz
evitamos falar de poesia e de poetas
loucos
falamos de política e de corrupção
contamos anedotas
arrotamos baixinho
escrevemos versos nas paredes
do quarto de banho
à primeira vista somos
os mesmos
Américo Rodrigues, in CINCO Novos Poetas da Guarda (obra colectiva). Blog de Américo Rodrigues.
*o poema é mesmo assim, sem título, mas eu tinha que meter o asterisco em algum lugar! para dizer que admiro e respeito muito quem beba genebra. ou tenha bebido. eu próprio bebi genebra, embora não me respeite nem me admire nada. nada me espanta. genebra é das piores bebidas que passaram pela minha garganta. e passaram muitas. muitas de qualidade duvidosa. quase não bebo desde os dezanove anos e meio. as bebidas são perniciosas em mim. perniciosa, substantivo feminino: febre palustre intermitente, de carácter muito grave, acompanhada de delírio e quase sempre mortal. têm dois efeitos em mim as bebidas. para além da embrieguez, esse não conta. primeiro, começo a falar de uma pessoa de quem não quero falar. tento resistir, mas não consigo não falar. segundo, não vou aqui revelar. portanto, deixei de beber, embora desafie qualquer um. tolerância ao alcoól é coisa que não me falta. excepto, nunca percebi porquê, ao vinho. é tiro e queda. ao meio litro começo a sentir um latejar no cérebro. ao litro, falo entaramelado, ao litro e meio digo o que não quero. depois disso é o desastre. cerveja, não sei qual é o meu limite. da última vez que estive quentinho já tinha bebido mais de uma grade e ainda aguentava com mais, pois ainda não tinha começado a falar do que não quero. a vantagem de um gajo ter uma grande dor, ou angústia, ou como lhe queiram chamar, é que sabe sempre quando é que chegou à red zone. é infalível, como a cicatriz na testa do potter. quando aquele cujo nome não deve ser pronunciado se aproxima, estamos perto do perigo. depois, voltando atrás, poucos acreditam nas minhas capacidades alcoólatras. nos últimos sete anos estive bêbedo uma única vez: dois litros e meio de vinho branco e meio litro de vinho tinto. ainda não passava da meia-noite e meia e já estava arrumado nas boxes. a dormir que nem um anjinho, como é uso dizer-se, estômago esvaziado e uma dor no lombo que só iria sentir nos dias segintes. poucos acreditam porque poucos sabem que aos treze e aos catorze anos me embebedava, que aos onze e doze já bebia, que aos quinze e dezasseis afogava as mágoas como gente grande, que aos dezassete e dezoito experimentei coisas que a maioria das pessoas nunca chega a experimentar, que aos dezanove tinha diversas faces, várias vidas duplas, e a certeza terrível e temível que por mais relações que tenhamos, mais firmes ou de circunstância, estamos sós. disto tudo me lembro sempre que penso em genebra, a pior bebida que passou pela minha garganta, perdoem-me os apreciadores dessa bebida. mas venha daí um whisky duplo sem gelo.
sábado, 15 de dezembro de 2007
rascunho encontrado num caderno abandonado #54
- Finalmente vou ser feliz! - Exclamou B. segurando um copo pleno de whisky de malte, mais de 25 anos, afirmara M. - Meu caro, deixe que lhe diga... - Diga! - Pediu B. interrompendo M. - Digo se quiser! Quem é você para me obrigar? - Então, não diga! - Mas quem julga você que é? - Perguntou M. mostrando-se deveras ofendido. - Tem-se em demasiada consideração se pensa que é você quem me vai impedir! - Não quis ofendê-lo! - Então está bem!... - Sim estou, muito bem, obrigado! Finalmente vou ser feliz! - O copo de whisky escorregou-lhe da mão, caiu sobre a mesa e o líquido dourado entornou-se sobre M.rascunhos encontrados num caderno abandonado anteriores: #1, #2, #3, #4, #5, #6, #7, #8, #9, #10, #11, #12, #13, #14, #15, #16, #17, #18, #19, #20, #21, #22, #23, #24, #25, #26, #27, #28, #29, #30, #31, #32, #33, #34, #35, #36, #37, #38, #39, #40, #41, #42, #43, #44, #45, #46, #47, #48, #49, #50, #51, #52, #53, *Não sei o autor, nem a fonte da imagem.
domingo, 4 de novembro de 2007
devaneio depressivo #10-03-23 ou #10-03-24
Quando olho para o passado só vejo um imenso buraco negro, escuro como breu, uma longa noite sem dormir. Viro-me para o futuro, e a escuridão parece-me ainda mais profunda. O presente é isto: sento-me à secretária, a olhar para uma página em branco, sem pensar em nada ... pensar dói como uma ferida no estômago...
terça-feira, 30 de outubro de 2007
whisky duplo sem gelo!* - ou - o efeito catártico...
Tal como este, e por razões que têm o mesmo denominador comum, hojé é dia de ir beber um whisky duplo sem gelo, tantas vezes quantas as vezes necessárias para simplesmente não me lembrar de nada, já que esquecer não posso... No final desta história, cujo enredo por agora não vou contar - talvez um dia - ficaram estas palavras: Podia ter sido tudo diferente, nós podíamos estar juntos, eu não queria nada disto, mas tu é que fugiste!... (31/07/2004). Já não tão duras quanto aquelas em que supostamente tiveram origem... Venha o whisky duplo sem gelo! Se não for pela dor, que seja pelo álcool...
*Eu sei que o whisky da imagem tem gelo, mas não arranjei outra melhor, e não me queria repetir; se tiverem uma imagem melhor, um copo de whisky duplo sem gelo, é favor fazerem-na chegar à redacção deste tasco maníaco-depressivo, sem a fase maníaca... Obrigado!
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