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quinta-feira, 25 de junho de 2009

OH! NÃO!!!




Igreja exorciza jovem homossexual...

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O MEDO DE VIVER

Chego à cidade e procuro um abrigo para as duas ou três horas que se seguem. Já é noite, e em breve chegará a madrugada de um novo dia. Outro dia. Entro no café do costume, mas as mesas estão vazias. Os outros clientes, a que me habituei a cumprimentar com um aceno de cabeça, ou com um vago apertar de mãos, ainda não chegaram. O tempo passa, talvez já não venham esta noite, esta noite calma e amena. Peço um café. Com um ar aborrecido, o empregado dirige-se para a máquina. Nem curto, nem cheio. Bem quente. Rasgo o pacote num canto, deito o açúcar todo, e enrodilho-o. Atiro-o para o cinzeiro, fico a remexer o açúcar. Olha que arrefece, avisa-me. Eu sei, eu sei. Gosto dele frio. Então porque é que o podes bem quente. Para ter tempo para o arrefecer. Abana a cabeça. Estou de pé junto ao balcão. O empregado vai para a outra ponta, conversar com um cliente que olha para a televisão com distrído interesse. Talvez esteja ali há horas, esperando que cheguem aqueles que se habituara a cumprimentar todas as noites, como se fossem amigos, aqueles com quem discutia futebol, política, a operação Stop que a GNR fez junto à rotunda, o habitual. Mas eles não chegam. Tiro uma moeda da carteira e deixo-a sobre o balcão. Já volto, informo. O empregado limita-se a acenar. Já não volto. Entro no carro e arranco. Ainda é cedo, penso. Nas ruas não circula nenhum carro, não se vê ninguém a pé. As luzes das casas e apartamentos estão apagadas. Um enorme silêncio parece querer asfixiar-me.

domingo, 2 de março de 2008

REAL / VIRTUAL*

Entrei apressado e com muita fome no restaurante. Escolhi uma mesa bem afastada do movimento, porque queria aproveitar os poucos minutos que dispunha naquele dia, para comer e acertar alguns bugs de programação num sistema que estava a desenvolver, além de planear a minha viagem de férias, coisa que há tempos que não sei o que são. Pedi um filete de salmão com alcaparras em manteiga, uma salada e um sumo de laranja, afinal de contas fome é fome, mas regime é regime não é? Abri o meu portátil e apanhei um susto com aquela voz baixinha atrás de mim: - Senhor, não tem umas moedinhas? - Não tenho, menino. - Só uma moedinha para comprar um pão. - Está bem, eu compro um. Para variar, a minha caixa de entrada está cheia de e-mail. Fico distraído a ver poesias, as formatações lindas, rindo com as piadas malucas. Ah! Essa música leva-me até Londres e às boas lembranças de tempos áureos. - Senhor, peça para colocar margarina e queijo. Percebo nessa altura que o menino tinha ficado ali. - Ok. Vou pedir, mas depois deixas-me trabalhar, estou muito ocupado, está bem? Chega a minha refeição e com ela o meu mal-estar. Faço o pedido do menino, e o empregado pergunta-me se quero que mande o menino ir embora. O peso na consciência, impedem-me de o dizer. Digo que está tudo bem. Deixe-o ficar. Que traga o pão e, mais uma refeição decente para ele. Então sentou-se à minha frente e perguntou: - Senhor o que está fazer? - Estou a ler uns e-mails. - O que são e-mails? - São mensagens electrónicas mandadas por pessoas via Internet. Sabia que ele não ia entender nada, mas, a título de livrar-me de questionários desses: - É como se fosse uma carta, só que via Internet. - Senhor você tem Internet? - Tenho sim, essencial no mundo de hoje. - O que é Internet? - É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar, trabalhar, aprender. Tem de tudo no mundo virtual. - E o que é virtual? Resolvo dar uma explicação simplificada, sabendo com certeza que ele pouco vai entender e deixar-me-ia almoçar, sem culpas. - Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos tocar, apanhar, pegar... é lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer. Criamos as nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como queríamos que fosse. - Que bom isso. Gostei! - Menino, entendeste o significado da palavra virtual? - Sim, também vivo neste mundo virtual. - Tens computador?! - Exclamo eu! - Não, mas o meu mundo também é vivido dessa maneira...Virtual. - A minha mãe fica todo dia fora, chega muito tarde, quase não a vejo, enquanto eu fico a cuidar do meu irmão pequeno que vive a chorar de fome e eu dou-lhe água para ele pensar que é sopa, a minha irmã mais velha sai todo dia também, diz que vai vender o corpo, mas não entendo, porque ela volta sempre com o corpo, o meu pai está na cadeia há muito tempo, mas imagino sempre a nossa família toda junta em casa, muita comida, muitos brinquedos de natal e eu a estudar na escola para vir a ser um médico um dia. Isto é virtual não é senhor??? Fechei o portátil, mas não fui a tempo de impedir que as lágrimas caíssem sobre o teclado.Esperei que o menino acabasse de literalmente "devorar" o prato dele, paguei, e dei-lhe o troco, que me retribuiu com um dos mais belos e sinceros sorrisos que já recebi na vida e com um "Brigado senhor, você é muito simpático!". Ali, naquele instante, tive a maior prova do virtualismo insensato em que vivemos todos os dias, enquanto a realidade cruel nos rodeiade verdade e fazemos de conta que não percebemos!
*Post roubado ao meu amigo António Costa. Não sei de onde veio a história, se é verídica ou fictícia - em qualquer caso é verdadeira.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Portugal em números

Portugal vai receber 10 milhões de euros por dia dos fundos comunitários (notícia). Contas feitas, nos primeiros nove meses do ano os cinco principais bancos nacionais tiveram lucros da ordem dos 2,2 mil milhões de euros ou oito milhões por cada dia que passou (notícia). De acordo com dados ontem [15/10/2007] divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a população residente em situação de risco de pobreza era de 19 por cento em 2005, ou seja, cerca de dois milhões dos residentes em Portugal eram pobres ou em vias de se tornarem pobres (notícia).

sábado, 3 de novembro de 2007

devaneio #perdi-lhe a conta

Estive a adicionar links para alguns blogs onde passei e de que gostei. Faço assim: aponto num caderninho a direcção; quando a página se enche, rasgo-a e adiciono os links. Foram para a barra lateral esquerda; enquanto os adicionava pensei: havia de adicionar os blogs de direita à barra da esquerda, e os blogs de esquerda à barra da direita... Era um bom projecto, mas depois reflecti: hoje em dia como é que se sabe o que é de direita e o que é de esquerda? É tempo de subserviência, quer dizer, de sobrevivência...

domingo, 29 de julho de 2007

procriem: sexo pela pátria

"Lembrem-se dos mamutes, eles extinguiram-se porque não faziam sexo suficiente. Isso não pode acontecer à Rússia." Esta imagem traz-vos alguma recordação?! (notícia do Daily Mail)

quarta-feira, 25 de julho de 2007

no comments

Um adolescente foi morto enquanto caminhava para uma paragem de autocarros, na companhia da namorada, porque tinha a cor azul na camisa. Foi vitíma de disparos inflingidos por um gang que mata pessoas aleatoriamente - neste caso, quando tenham vestido alguma coisa com a cor azul... Chamava-se Marcus Mason e foi atingido várias vezes na nuca, por atiradores que não conhecia, e com os quais não trocou uma única palavra ou olhar... (via The Denver Post) Fotografia de peter m.

terça-feira, 24 de julho de 2007

rapaz de 11 anos violou raparigas de idade pré-escolar

Um rapaz de 11 anos forçou duas raparigas de idade pré-escolar a terem sexo com ele, infectando-as com doenças sexualmente transmissíveis. Este caso aconteceu numa comunidade aborígene, na Austrália, onde estes casos são frequentes. As crianças desta comunidade são sexualmente activas muito cedo, o que está a causar dificuldades aos detectives em distinguir quais são os casos de violação, e quais são actividades sexuais entre menores mutuamente consentidas. De facto, a maioria dos rapazes desta comunidade, não vê qualquer problema neste tipo de comportamento sexual... (Notícia aqui.)
Imagem de Raul Alexandre, intitulada UFO Sighting (Visão de um OVNI).

quinta-feira, 21 de junho de 2007

o terrível mundo em que vivemos...

Amarradas a berços imundos, amontoadas sobre as estruturas de camas sem colchões, cobertas por um manto negro de insectos, desidratadas, em pele e osso, 24 crianças iraquianas esperavam apenas a hora da morte quando foram descobertas há 11 dias num orfanato de Bagdad. (Continua aqui: Diário de Notícias)
Aqui podem ver a reportagem da Sky News.