Alexandre Gamelas escolheu "A sociedade aberta e os seus inimigos", de Karl Popper; "As Sete Partidas do Mundo", de Fernando Namora foi escolhido por Daniel Rocha; e "Cidadela", de Antoine Saint-Exupéry foi a escolha de Galo Porno. Saint-Exupéry está, assim, em primeiro lugar, com duas nomeações - embora com títulos diferentes. Mais informações aqui.
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sexta-feira, 24 de abril de 2009
quarta-feira, 22 de abril de 2009
GREGOIRE - ESTREIA 22 ABRIL 21H30
Um apicultor com discurso erudito entre vapores de alucinação retrata-nos a vaidade do hominídeo que venera a arte primata: a aberração do conceito, derivado conceptual, no corpo de um presidente de galeria na sua exuberante inauguração.
Texto: Galo Porno
Dramaturgia e Encenação: João Louro
Personagens/Actores:
Narrador/Apicultor: Gabriel Godinho
Presidente da Galeria: João Manso
Chimpanzé Gregoire: Silvia Amaral
Directora: Carla Morgado
Criados: João Louro e David Silva
Direcção Musical: João Clemente
Músicos:
Edgar Ferreira - Guitarra Eléctrica
João Clemente - Electrónica
Renato Folgado - Violino
Figurinos: João Louro
Máscaras: Daniel Pereira
Cartaz: Tiago Rodrigues
Som e Luz: Luis Andrade
Produção Executiva: Anabela Teixeira
Produção: Aquilo Teatro
Apoio:
Câmara Municipal da Guarda
Teatro Municipal da Guarda
Instituto Português da Juventude
ADM Estrela
Apoio à divulgação:
A Guarda
Nova Guarda
O Interior
Terras da Beira
22 e 23 de Abril de 2009 -21h30
Caixa do Grande Auditório - Teatro Municipal da Guarda
Duração: 45m
Classificação etária: Maiores de 12
Bilhete: 5€
Bilheteira:
Tel. 271 205 241
Fax 271 205 249
Email: bilheteira@tmg.com.pt
De terça-feira a sábado, das 17h às 20h
Em dias de espectáculo, das 17h00 às 21h30.
As reservas podem ser efectuados por telefone, fax, email ou directamenta na bilheteira do Teatro Municipal da Guarda: Rua Batalha Reis//Guarda.
terça-feira, 24 de março de 2009
edicoes do galo: as tuas palavras*
_______ #1 porque as tuas palavras são
claras como a água sem precisarem de cloro
ou lixívia e porque tuas ideias nelas soam
ritmadas sem adornos dourados ou pesos
supérfluos te escutam benevolentes os homens
que antes te perseguiram acusado de muito
escrever sem nada fazer que além fosse das
letras; e hoje marcham sobre o teu canto, e
hoje se queimam sob o teu canto – porque
descobriste a clareza da ribeira com o leito
sossegado dás de beber da água que corre
pelo pó repousado aprendendo que na margem
deve ficar quem não quer enturvar a sede do
outro lado
.
_____ #2 agora te espantas por que não falam
assim todos admirando como tentam falar uns com
os outros. e descobres que vão nus debaixo de muito
discurso; e percebes que descalços pensam pisar
tapetes. mas o vento que vem forte atira com eles,
e o tempo frio os aniquila; mas o caminho pedregoso
desfaz-lhes os pés, e o tempo quente os aniquila.
em busca da dignidade humana apagaram a dignidade
animal; assim perecem reunidos e esqueléticos como
fósforos na caixa do demónio que traz a luz. encontram
ao fim todos o carvão com o fumo pelas terras; e
calados se espalham impotentes ao longo dos campos
que alimentam netos desconhecidos
.
claras como a água sem precisarem de cloro
ou lixívia e porque tuas ideias nelas soam
ritmadas sem adornos dourados ou pesos
supérfluos te escutam benevolentes os homens
que antes te perseguiram acusado de muito
escrever sem nada fazer que além fosse das
letras; e hoje marcham sobre o teu canto, e
hoje se queimam sob o teu canto – porque
descobriste a clareza da ribeira com o leito
sossegado dás de beber da água que corre
pelo pó repousado aprendendo que na margem
deve ficar quem não quer enturvar a sede do
outro lado
.
_____ #2 agora te espantas por que não falam
assim todos admirando como tentam falar uns com
os outros. e descobres que vão nus debaixo de muito
discurso; e percebes que descalços pensam pisar
tapetes. mas o vento que vem forte atira com eles,
e o tempo frio os aniquila; mas o caminho pedregoso
desfaz-lhes os pés, e o tempo quente os aniquila.
em busca da dignidade humana apagaram a dignidade
animal; assim perecem reunidos e esqueléticos como
fósforos na caixa do demónio que traz a luz. encontram
ao fim todos o carvão com o fumo pelas terras; e
calados se espalham impotentes ao longo dos campos
que alimentam netos desconhecidos
.
*poema de galo porno, publicado no blog edicoes do galo. há anos que me intrigava: quem seria o galo porno? agora já sei. e a minha vida é ainda a mesma. ou não.
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