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quinta-feira, 7 de maio de 2009

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Um professor diante da sua turma de filosofia, sem dizer uma palavra, pegou num frasco grande e vazio de maionese e começou a enchê-lo com bolas de golfe. A seguir perguntou aos estudantes se o frasco estava cheio. Todos estiveram de acordo em dizer que 'sim'.
O professor tomou então uma caixa de fósforos e a vazou dentro do frasco de maionese. Os fósforos preencheram os espaços vazios entre as bolas de golfe. O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a responder que 'Sim'.

Logo, o professor pegou uma caixa de areia e a vazou dentro do frasco. Obviamente que a areia encheu todos os espaços vazios e o professor questionou novamente se o frasco estava cheio. Os alunos responderam-lhe com um 'Sim' retumbante.

O professor em seguida adicionou duas chávenas de café ao conteúdo do frasco e preencheu todos os espaços vazios entre a areia. Os estudantes riram-se nesta ocasião. Quando os risos terminaram, o professor comentou:
'Quero que percebam que este frasco é a vida. As bolas de golfe são as coisas importantes, a família, os filhos, a saúde, a alegria, os amigos, as coisas que vos apaixonam. São coisas que mesmo que perdêssemos tudo o resto, a nossa vida ainda estaria cheia. Os fósforos são outras coisas importantes, como o trabalho, a casa, o carro etc. A areia é tudo o resto, as pequenas coisas. Se primeiro colocamos a areia no frasco, não haverá espaço para os fósforos, nem para as bolas de golfe. O mesmo ocorre com a vida. Se gastamos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teremos lugar para as coisas que realmente são importantes. Prestem atenção às coisas que realmente importam. Estabeleçam as vossas prioridades, e o resto é só areia.'

Um dos estudantes levantou a mão e perguntou: Então e o que representa o café? O professor sorriu e disse: 'Ainda bem que perguntas! Isso é só para vos mostrar que por mais ocupada que a vossa vida possa parecer, há sempre lugar para tomar um café com um amigo'.

*INFELIZMENTE, A VIDA NÃO SE COMPADECE COM A FILOSOFIA...

*Recebido por e-mail...

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

conversa no msn*

pessoa 1 - Obrigado por todo o conhecimento que partilhas.
pessoa 2 - Ui! Que conhecimento do caraças! Não serve para nada...
pessoa 1 - Claro que serve... Quem me dera...
pessoa 2 - Para quê? Preferia ser uma pobre ceifeira... Não sofria tanto por dentro...  
pessoa 1 - Parece a lógica do Alberto Caeiro...
pessoa 2 - ... Fernando Pessoa... Nem a minha alma seria um barco a meter água por todos os lados... A Ceifeira é do próprio...  
pessoa 1 - Às vezes dou cada argolada...  
pessoa 2 - Acontece... Olha, pomos sonhos demais na alma; e para quê, se no fim morremos todos? Sentemo-nos calmamente à beira-rio...  
pessoa 1 - O livro que não sai da minha mesa de cabeceira é "Poesia do Eu" de Fernando Pessoa... De vez em quando abro para ler um poema...  
pessoa 2 - Eu agora só leio o Álvaro... É tudo o que tenho, livros... Raios partam os livros, a vida e quem lá ande...  
pessoa 1 - Tens mais coisas... Mas sim, os livros são uma boa parte da tua vida. Quando páro numa livraria lembro-me sempre de ti!
pessoa 2 - Não, não tenho, e os livros, hei-de queimá-los! Que trauma! É melhor que vás ao psiquiatra enquanto ainda é tempo...
pessoa 1 - Vá lá.. não comeces a "Esparvoar"...  
pessoa 2 - Oh... eu falo sempre a sério! Quando pensam que estou a "esparvoar" estou a falar a sério, mas as pessoas não me levam a sério, que hei-de fazer? Bem, vai lá dormir, não quero ser o causador das tuas insónias! Bem basta o trauma das livrarias...
pessoa 1 - Não me digas? Não te levam a sério!! Claro que levam... mas quando te digo que estás a "esparvoar" é porque acho que deves parar e pensar bem no que dizes...
pessoa 2 - Oh! Eu penso sempre, é a única coisa que faço, pensar... mas eu sou - sempre fui! - cruelmente realista, não gosto de eufemismos...  
pessoa 1 - Pois... ok.. é tanto que às vezes dá um nó não é? Pelo menos é o que me acontece quando penso muito... É isso que eu gosto mais em ti, eu não sou muito assim, como tu... Gostava de ser um bocadinho como tu nesse aspecto...
pessoa 2 - A vida real é cruel... As pessoas morrem, maltratam-se, abandonam-se, esquecem-se... Somos circunstanciais...  
pessoa 1 - Mas acho que tu também precisavas um bocadinho da minha "positividade"... E eu precisava do teu terra-a-terra...  
pessoa 2 - Por mais que digamos o contrário, não sentimos os sentimentos dos outros...  
pessoa 1 - Pois... Isso nunca!
pessoa 2 - Portanto, as dores dos outros não nos doem, nem as alegrias dos outros nos alegram! Somos - seremos sempre - sozinhos. Pegando na frase do velhinho Jean-Paul Sartre, o inferno são os outros... por causa daquilo que vemos neles que nos faz lembrar da nossa verdadeira natureza... não são as dores dos outros que nos doem, é a possibilidade de também nós podermos ter a dor que os outros têm que nos dói...  
pessoa 1 - Pronto... Tu levas tudo ao extremo!  
pessoa 2 - Eu falo claro, digo as coisas como são...  
pessoa 1 - Enfim... Depois nós conversamos...

 *Conversa reproduzida sem a autorização dos intervenientes; espero que não fiquem chateados comigo... A conversa foi devidamente truncada, reorganizada e corrigida!