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terça-feira, 30 de junho de 2009

FÉRIAS

Para mim o dia 29 de Junho foi o primeiro de quinze dias úteis de férias. Três semanas. Com os fins-de-semana somados dá um total de 23 dias. Vou vaguear por aí, sem destino. Com o meu portátil atrás - e a internet móvel. Na imagem, um local bem aprazível, onde gostaria de estar - à falta de melhor, uma toalha, sol, e areia. 
Começaram mal as férias, com um dia muito morninho a tender para o molhado. E dias assim vincam o ensimesmamento que me caracteriza. E porque quando olho para dentro... Abismo!
Espero levantar-me amanhã cedo e partir. Por 4 dias estarei acompanhado - exteriormente, que por dentro nada nem ninguém me habita. Bom, deixemo-nos de discursos proto-deprimidos (isto da primeira pessoa do plural...) Entretanto estive a ler este post sobre o Michael Jackson: I'm Better Off Dead! Não sei nada sobre a veracidade do conteúdo; mas o artigo parece-me tristemente verdadeiro, independentemente de ser realidade ou não. Acabei o dia a beber whisky e a fumar: aquilo que sei fazer melhor. O resto é paisagem!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

ANIVERSÁRIO*

Acontece numa cadência anual, de ano a ano, imparável, como os ponteiros de um relógio a que não é necessário dar cordas nem mudar a pilha. E mais uma vez aproxima-se o dia em que o fatal ponteiro, como uma espada, atravessará aquele ponto que marca o completar de mais uma volta completa. E como sempre que esse fatídico momento se aproxima acontece, ando angustiado, deprimido, fatigado, triste, cansado, como um cordeiro que foge do lobo mas sabe que somente protela o inevitável. É o tombar de todo um conjunto de ilusões; que é como que diz, terás que desconstruir essa montanha de sonhos, fazer engenharias com as forças que ainda te restam, cumular as poucas esperanças, reenquadrar a interpretação do horizonte que à tua frente ainda se estende, e... E esperar, a ver o que dá! Como no título do livro do Altino do Tojal. Que metáfora melhor para a vida que uma Viagem a Ver o que Dá?


No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era um tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa como uma religião qualquer.


No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.


Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco,
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui - ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o eco...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!


O que eu sou hoje é como a humidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minha lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...


No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!


Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na louça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas - doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado -,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...


Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...


O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...




ÁLVARO DE CAMPOS (15 de Outubro de 1929 [13 de Junho de 1930]), In. Poesias (Assírio & Alvim, Março de 2002, páginas 403-405)


*Título do Poema de Álvaro de Campos.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

BURNOUT*

Eis o meu estado psicológico...


















*definição aqui (em Inglês) e aqui (em Português). E assim voltou este blog ao normal estado depressivo. Dizem que é por causa de ser Janeiro, de ter passado a euforia de Dezembro, a ilusão dos projectos futuros que em Dezembro se idealizam, começa agora a ruir, à medida que os dias vão passando, e - já se sabe - os dias hão-de passar todos. A crise também não ajuda. A motivação rasa o solo, quando não se vêem resultados. That's it!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

POSTS DEPRESSIVOS - A ANGÚSTIA

Alguns leitores deste tasco desbotado pedem-me que escreva/ publique mais posts do género dos da série rascunho encontrado num caderno abandonado, como este último, ou este. Ou outro qualquer. E querem saber quem é o rapaz que aparece nas fotografias, se está vivo ou morto. E dizem que ficaram tocados, ou impressionados, ou de uma maneira que não conseguem definir. E querem saber mais, e mais. Porque a curiosidade é ilimitada. Porque o voyeurismo também. Todavia, sou eu o culpado, que não tenho nada que estar para aqui a expor as minhas angústias. Lamento a vossa curiosidade. Eu próprio sei muito bem o que é isso de querer saber mais, só mais um pouco. Mas, acreditem, não vale a pena, a angústia e a depressão são mecanismos circulares; emoções que se alimentam a si mesmas, até nos esgotarem a nós. O melhor é não as alimentar. Ou seremos sugados pelo vazio que escavam na alma. Continuemos antes assim, meros desconhecidos que se cruzam e cumprimentam, com um sorriso, um levantar de chapéu, ou um aceno. Falemos do clima, do estado da economia, da derrota do nosso clube amado, do último livro que lemos, do concerto a que queremos ir, do último modelo de um gadget qualquer que queremos comprar. Falemos até da tristeza de um comum conhecido qualquer, da miséria em que se deixou envolver, do marido da filha que lhe bate, do filho que acabou o curso e está no desemprego, ou do filho que não acabou o curso e também está no desemprego.  Digamos desemprego como quem diz Porto, Lisboa ou Paris. Como quem diz campo ou cidade. E depois, quem sabe. Um dia talvez marquemos um jantar, e nos possamos conhecer melhor.

sábado, 12 de julho de 2008

CAMINHOS...


O meu amigo MDA diz que não está nem a meio caminho de onde, há 10 anos, pensava que estaria por esta altura... Meu amigo, por esta altura, eu não estou sequer no mesmo caminho onde, há dez anos, pensava que estaria! És um sortudo!

WHISKY DUPLO SEM GELO

Quando este post, que agendei, for publicado, será dia 12 de Julho, serão 14h49m, e estarei a beber um whisky duplo sem gelo. Faz 11 anos que morri. Peçam um, e brindem! Ao que quiserem! Ao meu cadáver que se arrasta pelos dias, se vos aprouver!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

RELÂMPAGO*

Rasguei-me como um raio rasga o céu.
Iluminei-me todo de repente.
Negrura permanente
De noite enfeitiçada,
Quis ver-me com pupilas de vidente,
E arrombei os portões à madrugada.

Mas nada vi. Caverna de pavores,
Só com tempo e vagar eu poderia
Encarar,
Castigar
E perdoar
Tanta abominação que em mim havia.


*Miguel Torga, in. Orfeu Rebelde (edição de autor).


À falta de tempo e disposição para aqui publicar o que quer que seja - deve ser da pré-depressão, depressão, e pós-depressão, de mais um aniversário da minha morte... um brinde a este cadáver que se arrasta pelas veredas pedregosas da vida, e se alimenta do pó dos dias...

quinta-feira, 22 de maio de 2008

27 ANOS...

Nasci por volta das 10h30m do dia 22 de Maio de 1981, na hospital da Guarda - não sei qual - talvez o Sousa Martins... Dizem por isso que no instante em que este post for publicado completarei 27 anos de idade... e a idade é uma senhora que não perdoa; portanto, nunca mais voltarei a ter a que tive e perdi... o que ficou, ficou... e a imagem foi encontrada aqui, com o sugestivo título: Pain. Ah! Não se esqueçam de dar os parabéns à Adriana Nogueira, que também faz anos hoje!

terça-feira, 1 de abril de 2008

CONFISSÃO*

Sempre senti que estava a mais, mesmo quando exigiam ou ansiavam pela minha presença!
*Depois desta confissão, meus amigos, não me peçam mais nenhuma. Esta é a confissão definitiva! Post-Scriptum: aderi ao yogurt! adiram também, fico à vossa espera!

segunda-feira, 31 de março de 2008

SONHOS

Cão São Bernardo Às vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas... O tempo passa... E descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais! - Bob Marley
"Às vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas... O tempo passa... E descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais!" - Bob Marley Cliquem na imagem para ampliar... e... viram o coelho a passar? não era um coelho? de qualquer modo, não se esqueçam de acertar os relógios! E preparem-se para Abril pois: Abril, já dizia o Poeta dos Três Leopardos Brancos, é o mais cruel dos meses. Para lhe sobreviver é preciso ser mais cruel ainda: magoe profundamente a pessoa de quem mais gosta. (via Bibliotecário de Babel). Eu, infelizmente, não tenho a menor possibilidade de magoar a pessoa de quem mais gosto, mas, ai!, como magoaria se pudesse!

sexta-feira, 14 de março de 2008

El Coronel no Tiene Quien le Escriba

O coronel destapou a caixa do café e verificou que não havia mais que uma colherinha. Tirou a panela do fogão, despejou metade da água no chão de terra, e com uma faca raspou o interior da caixa para dentro da panela até se soltarem as últimas raspas de pó de café misturadas com ferrugem da lata. Ao esperar que fervesse a infusão, sentado junto do fogareiro de barro numa atitude de confiada e inocente expectativa, o coronel teve a sensação de que lhe nasciam fungos e lírios venenosos nas tripas. Era Outubro. Uma manhã difícil de suportar, mesmo para um homem como ele que já sobrevivera a tantas manhãs como esta. Durante cinquenta e seis anos - desde que terminou a última guerra civil - o coronel não fizera outra coisa senão esperar. Outubro era uma das poucas coisas que chegavam.
Gabriel García Márquez, In. Ninguém Escreve ao Coronel * Primeiros dois parágrafos da pequena (em número de páginas) obra de Gabriel García Márquez. Obra publicada em 1961, seis anos antes de Cem Anos de Solidão.

domingo, 16 de dezembro de 2007

rascunho encontrado num caderno abandonado #55

Estudo para Monello de Vincenzo Gemito Escultura Desenho
Quando eu morrer...

Quando eu morrer
talvez recordes
com saudades
momentos que passámos
juntos.

Não merecem
o remorso
uma lágrima
um suspiro
no canto escondido do jardim
onde regressávamos
ao fim da tarde.

Quando eu morrer
não penses
no que te levou
uma tarde inexplicável
a nunca mais regressar.

Não tínhamos
combinado nada,
era a imprevisibilidade
de cada encontro
que tínhamos como certo
que nos unia num constante
sobressalto.

Sei
que de vez em quando
ao fim da tarde
suspiras;
talvez te questiones
se ainda te espero.

Quando eu morrer
verás;
nenhuma lágrima,
nenhuma dor
responderá
às tuas inquietações.

O remorso,
a saudade
não trazem de volta
aquela tarde. Algum dia
teria que ser.

Nos dias quentes
de Julho ninguém espera
o frio glacial
nem a neve.

De vez em quando
acontece:
gelam
os corações.

Imagem: Estudo para Monello, de Vincenzo Gemito (1852-1929) - Escultor Italiano. Para saber mais sobre este escultor, leia este post.

rascunhos encontrados num caderno abandonado anteriores:
#1, #2, #3, #4, #5, #6, #7, #8, #9, #10, #11, #12, #13, #14, #15, #16, #17, #18, #19, #20, #21, #22, #23, #24, #25, #26, #27, #28, #29, #30, #31, #32, #33, #34, #35, #36, #37, #38, #39, #40, #41, #42, #43, #44, #45, #46, #47, #48, #49, #50, #51, #52, #53, #54,

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

O Principezinho e a Raposa*

Foi então que apareceu a raposa.
- Olá, bom dia! - disse a raposa.
- Olá, bom dia! - respondeu delicadamente o principezinho que se voltou mas não viu ninguém.
- Estou aqui - disse a voz - debaixo da macieira.
- Quem és tu? - perguntou o principezinho. - És bem bonita...
- Sou uma raposa - disse a raposa.
- Anda brincar comigo - pediu-lhe o principezinho. - Estou tão triste...
- Não posso ir brincar contigo - disse a raposa. - Não estou presa...
- Ah! Então, desculpa! - disse o principezinho.
Mas pôs-se a pensar, a pensar, e acabou por perguntar:
- O que é que "estar preso" quer dizer?
- Vê-se logo que não és de cá - disse a raposa. - De que é que tu andas à procura?
- Ando à procura dos homens - disse o principezinho. - O que é que "estar preso" quer dizer?O Principezinho Antoine de Saint-Exupéry Raposa
- Os homens têm espingardas e passam o tempo a caçar - disse a raposa. - É uma grande maçada! E também fazem criação de galinhas! Aliás, na minha opinião, é a única coisa interessante que eles têm. Andas à procura de galinhas?

(...)

A raposa calou-se e ficou a olhar durante muito tempo para o princpezinho.
- Por favor... Prende-me a ti! - acabou finalmente por dizer.
- Eu bem gostava - respondeu o principezinho - mas não tenho muito tempo. Tenho amigos para descobrir e uma data de coisas para conhecer...
- Só conhecemos as coisas que prendemos a nós - disse a raposa. - Os homens, agora, já não têm tempo para conhecer nada. Compram as coisas já feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não têm amigos. Se queres um amigo, prende-me a ti!

(...)

- Ai! - exclamou a raposa. - Ai que me vou pôr a chorar...
- A culpa é tua - disse o principezinho. - Eu bem não queria que te acontecesse mal nenhum, mas tu quisseste que eu te prendesse a mim...

Antoine de Saint-Exupéry, in O Principezinho (Editora Caravela, 17.ª edição, pp. 66-74 - capítulo XXI).

*Este excerto é para mim o conjunto de palavras mais deprimente da história da Literatura; não fosse as lágrimas terem-se-me secado há muito, choraria que nem um desalmado. Nunca nenhum livro, nem filme, nem música, nem poema - me levou às lágrimas. Apenas O Principezinho. É, das obras de que gosto, aquela que mais detesto. É dos únicos livros que reli; não uma, nem duas ou três... Simplesmente perdi-lhe a conta. Até que decidi que não o podia voltar a reler. De cada vez que lhe pego, detesto-o mais um bocadinho. Apetecia-me pegar n' O Principezinho e esmigalhá-lo - tanto à personagem como ao livro. O triste do meu livro - que me foi oferecido - já foi atirado contra tudo. Ainda agora estou a olhar para ele de viés e só me apetece queimá-lo. E não é por ter um final infeliz. É por me fazer lembrar das pessoas que passam por nós, que nos prendem - ao contrário da raposa, sem que lho peçamos - e que depois continuam o seu caminho como se nada fosse... Puta de vida!

domingo, 2 de dezembro de 2007

Lamego

Lamego Nossa Senhora dos Remédios Fotografia
Uma fotografia da Nossa Senhora dos Remédios, em Lamego.

Não, não pensem que agora de repente me converti. A minha religiosidade é tão pequena como a temperatura 0ºF. De Lamego, tenho muitas fotografias, mas esta retirei-a da internet e andava perdida na minha pasta de imagens diversas. Lastimavelmente nem sequer posso aqui citar a autoria da mesma. Se a pessoa que a tirou, por alguma arte mágica, conseguir dizer que é sua, que mo comunique - tantas são as fotografias semelhantes, para não dizer iguais, a esta que há pela internet.

Agora que a minha série de posts os náufragos está a chegar ao fim, pensei deixar aqui este pequeno registo sobre Lamego. Quem seguiu atentamente esta série saberá que a mesma foi iniciada devido a alguém que repetidamente vem parar a este blog procurando no google "andré benjamim + lamego".

Não sei o que a dita pessoa procura. Ou antes, sei. Mas quem faz a procura não pode saber o que procura. Porque só há neste mundo - pela religiosidade do local, coloquemos a ínfima hipótese que há outro mundo, o grau 1º F da religiosidade, portanto - dizia, só há neste mundo, além de mim mesmo, uma pessoa que saberia o que procurar. E essa pessoa não precisaria de procurar nada, porque essa pessoa já sabe tudo. Anteontem, uma vez mais, quem quer que seja, voltou a insistir na busca. Haja quem, como eu, não tenha mais que fazer! Basta enviar-me um e-mail - e eu respondo às intrigas da pessoa. Mas tem que me dizer o primeiro IP donde fez a busca, não vá outra pessoa querer saber mais que aquilo que eu quero contar...

Então, é assim: De Lamego tenho muitas, imensas fotografias. Um monte delas, com mais de quinze centímetros de altura. E já dei ou deitei fora a maioria delas. As que ainda tenho acabarão eventualmente por ter o mesmo destino. Em Lamego passei alguns - poucos e foram muitos - dias da minha vida. Todos inúteis e perdidos - sofridos. A Lamego continuo a ir, de quando em quando. Como quem vai a um cemitério e chora algumas lágrimas sobre uma lápide. Na lápide, não há nenhuma inscrição. Prefiro deixá-la em branco. Se houvesse, talvez fosse assim: Os amigos nunca se separam. Em homenagem à pessoa morta. Como qualquer lápide, seria mais uma mentira ou um desejo sem possível correspondência com a vida. E ainda assim a mais verdadeira. E ainda assim tão longe da verdade.

Se acham estes meus posts incompreensíveis, então leiam uma tragédia qualquer, sobre a perfídia. Otelo de William Shakespeare, à falta de mais adequada, serve.

Post-Scriptum: Aconselho a curiosa pessoa a ler antes estes blogs: Lamego em Foco; Sporting Clube de Lamego; e Diabos de Lamego.


Post-Scriptum 2: A frase Os amigos nunca se separam chegou-me às mãos há precisamente 9 anos. Vinha escrita num postal bonito com tons de azul. E eu acreditei, mas eu acreditava sempre! Não porque estivesse convencido, mas porque ia sendo vencido aos poucos, até que a derrota foi total - fatal. Mas eu sabia - tinha a triste certeza - que era mentira...

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

idiossincrasias

O Kokas quer estar sozinho; eu querer, queria estar acompanhado - não podendo estar com quem queria, quero estar sozinho...

terça-feira, 6 de novembro de 2007

André Benjamim + Lamego*

André Benjamim Lamego
*Apetecia-me dizer coisas feias à pessoa que fez esta pesquisa na Google: andré benjamim lamego. Que eu me lembre só falei aqui uma fez de Lamego. E está tudo dito! Não há mais nada a dizer, nem a saber! A pessoa querida que anda por estes caminhos, que se deixe disso: está a enveredar num caminho muito sinuoso! E o meu e-mail está no profile, para quem me queira contactar. Só não digo coisas feias porque não sei quem é a pessoa... E não, não sou de Lamego, nem...

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

poema trágico-depressivo*


Pensei em escrever um poema.
Amanhã já não estarei vivo,
Que é isto de querer mentir
Na hora em que vou morrer?

*Título do autor, anónimo.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

whisky duplo sem gelo!* - ou - o efeito catártico...

whisky duplo sem geloTal como este, e por razões que têm o mesmo denominador comum, hojé é dia de ir beber um whisky duplo sem gelo, tantas vezes quantas as vezes necessárias para simplesmente não me lembrar de nada, já que esquecer não posso... No final desta história, cujo enredo por agora não vou contar - talvez um dia - ficaram estas palavras: Podia ter sido tudo diferente, nós podíamos estar juntos, eu não queria nada disto, mas tu é que fugiste!... (31/07/2004). Já não tão duras quanto aquelas em que supostamente tiveram origem... Venha o whisky duplo sem gelo! Se não for pela dor, que seja pelo álcool...
*Eu sei que o whisky da imagem tem gelo, mas não arranjei outra melhor, e não me queria repetir; se tiverem uma imagem melhor, um copo de whisky duplo sem gelo, é favor fazerem-na chegar à redacção deste tasco maníaco-depressivo, sem a fase maníaca... Obrigado!

quarta-feira, 20 de junho de 2007