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quinta-feira, 30 de abril de 2009

QUAL O LIVRO MAIS IMPORTANTE DA TUA VIDA #9



Aqui no blog temos apresentado essas escolhas e hoje mostramos os três últimos livros propostos, desta vez escolhidos por Rui Isidro (jornalista), Victor Pomar (artista plástico) e Zigud (realizador) e que são, respectivamente, "O Príncipe" de Nicolau Maquiavel, "O homem sem qualidades" de Robert Musil e "As velas ardem até ao fim" de Sándor Márai. (Mais informações no blog do Teatro Municipal da Guarda)

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

vezes demais...

«Às vezes dá-se o caso de não se conhecer aquilo que obscuramente se deseja, mas sabe-se que se vai falhar o alvo; e então, deixa-se a vida escoar-se como num quarto trancado onde impera o medo.»

Robert Musil, “A tentação de Verónica, a serena”, in op. cit., pág. 198. [descaradamente roubado daqui]

quinta-feira, 26 de junho de 2008

AS BENEVOLENTES, de Jonathan Littell

As Benevolentes de Jonathan Littell
E assim gastei mais 30€!* Até à página 95 estão a valer bem a pena! Só faltam 800, para saber se foram ou não bem gastos... (E ainda não acabei de ler "o homem sem qualidades"*...) Sobre AS BENEVOLENTES, Mário Vargas Llosa disse certamente melhor! *Ficam deste modo informados das causas da minha futura homelessness...

sexta-feira, 6 de junho de 2008

ROSTOS, BLOGOSFERA, E FUTEBOL...

Naturalmente que em todas as épocas existiram muitos tipos de rostos; mas há em todas elas um determinado tipo que o gosto do tempo destaca como mais feliz e mais belo, e todos os outros procuram depois imitá-lo. E até as mais feias lá chegam, com a ajuda dos penteados e da moda; só o não conseguem aqueles rostos nascidos para estranhos êxitos, nos quais se espelha sem concessões o ideal de beleza régia, mas ultrapassada, de outras eras. Tais rostos deambulam como cadáveres de antigos desejos na imensa vacuidade do comércio amoroso; (...)
Robert Musil, in. O Homem sem Qualidades (Publicações Dom Quixote, tomo I, p. 49, tradução de João Barrento). Imagem daqui. Post-Scriptum: Gostava de ter tempo para ler todos os blogs da minha lista de blinks, comentá-los, e responder aos comentários que gentilmente aqui me vão deixando... Mas ainda não marquei os 12 dias de férias a que tenho direito este ano... Ah! finalmente comecei a ler o tomo I d' "O Homem sem Qualidades", após ter o tomo II quase lido - e antes da saída do tomo III, lá para Outubro, dizem...
Post-Scriptum II: Diz-me uma amiga que vive em Neuchâtel, por sms, que "é uma loucura, estamos a viver um momento único, tento não perder nada: chegada, treinos, espectáculos, enfim, tudo..."

sábado, 10 de maio de 2008

A PRIMEIRA PAIXÃO ADOLESCENTE NÃO É DE AMOR POR UMA PESSOA, MAS SIM DE ÓDIO A TODAS AS PESSOAS*

Törless sentiu o corpo todo oprimido por um pensamento: os adultos também serão assim? O mundo será assim? Será lei geral que exista em nós algo mais forte, mais belo, maior, mais apaixonado, mais sombrio do que nós mesmos? Algo sobre o qual exercemos tão pouco poder? Podemos apenas espalhar milhares de sementes, sem objectivo, até que uma delas repentinamente floresça como uma flama escura, crescendo muito acima de nós?... E em cada nervo do seu corpo tremia em resposta um impaciente «sim». (...) Törless abriu a porta e entraram. Ficou de costas para Basini e acendeu o pequeno lampião. Quando se voltou, Basini estava nu diante dele. Törless recuou um passo involuntariamente. A súbita visão do corpo nu, branco como neve, atrás do qual o vermelho das paredes parecia sangue, deixava-o ofuscado e perplexo. Basini tinha um belo corpo - quase sem nenhum traço de virilidade, de uma magreza casta e esguia, como a de uma donzela. Törless sentia essa nudez incendiar os seus nervos como alvas labaredas ardentes. Não conseguia evitar o poder de tamanha beleza. Até esse momento, não soubera o que era belo. Pois o que era a arte para ele, apenas um jovem, e o que é que sabia dela? Até certa idade ela não passa de algo incompreensível e enfadonho para quem é criado ao ar livre! Ali, porém, a arte chegava pelos caminhos do sexo. Secreta e súbita. Um sopro cálido e perturbador desprendia-se daquela pele nua, aliciante, macia e plena de sensualidade. Vibrava nela também algo solene, quase sagrado. Passada a primeira surpresa, Törless envergonhou-se. Ele é um homem! Essa ideia indignava-o, embora sentisse que, com uma jovem, seria a mesma coisa. (...) Um pensamento - mesmo que tenha passado pela nossa mente há muito tempo - só viverá no instante em que alguma coisa, que já não é o pensar, que já não é a lógica, se acrescenta a ele, de modo que sentimos a sua verdade para além de qualquer justificação, como uma âncora que dilacera a carne viva e ensanguentada... Uma grande compreensão só se realiza pela metade no círculo de luz na nossa mente; a outra metade realiza-se no solo escuro do mais íntimo de nós e é, antes de mais nada, um estado de alma em cuja ponta extrema, como uma flor, pousa o pensamento.
*Robert Musil, in O Jovem Törless (agora traduzido por João Barrento, para as Publicações Dom Quixote, como As Perturbações do Pupilo Törless).

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Encadernação de Livros

manual de encadernação de livros como encadernar livros as partes de um livro
Encadernar é a operação de juntar as folhas de um livro, costurando os cadernos e cobrindo o corpo do volume com uma capa mais grossa e sólida que a folha vulgar; é um procedimento tão antigo, que já existia no tempo dos rolos de papiro, quando tinha a forma de um tubo, denominado manuale, onde se introduzia o volume enrolado.
Eis o que tem ocupado, ainda mais, os meus últimos dias. Ando a aprender a encadernar livros. Já sei a teoria toda! Agora vou começar a parte prática. Lá para o final do ano, já devo ter o material todo para ter uma pequena oficina própria; e assim, alguns dos meus livros vão ganhar um agasalho decente... (Prometo responder aos comentários em atraso brevemente; mas são 00h13m, e eu tenho que ir para casa - estou agora a sair do trabalho)... Entretanto, comprei o segundo volume de O Homem Sem Qualidades, de Robert Musil... Prometeram-me que amanhã chegava o primeiro... Cliquem na Imagem para Ampliar. Adenda (08/05/2008): Esta actividade, encadernação, nada tem que ver com o meu trabalho; é apenas um hobbie, não remunerado.