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sábado, 11 de setembro de 2010

tarde de mais.


Alguns vão a Fátima, outros a Meca, há-os que vão a Santiago de Compostela, outros vão aqui, à Nossa Senhora dos Remédios. Este ano a festa já acabou, para o ano há mais. E não se apoquentem, não me converti. A fotografia foi captada no longínquo dia 06 de Janeiro de 2000. É que já dizia Jean Giraudoux.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

ironia do destino...

Soldadinho de Chumbo Imagem Escultura José Eliseu
...Ou da vida! Chegar a Lamego a ouvir Love Kills no Rádio, e partir ao som de How Can I Go On? Ah meu soldadinho de chumbo, ou serias de papel?, cobarde como és, chamar-te soldadinho é até uma ofensa para os Rangers, mas pronto, enfim, todavia, contudo, se queres, que assim seja. Pediste guerra, vais tê-la! Já limpaste as armas? Ah soldadinho, prepara-te que o primeiro tiro já foi disparado! Não ouviste? Estavas distraído? Foi preguiça? Oh meu soldadinho! És todo de chumbo, como poderia o coração não o ser?! Soldadinho, prepara-te para a guerra, que os teus adversários não vão ter misericórdia! Que palavra difícil de escrever, misericórdia, para os disléxicos. Tive que recorrer ao ajudante de memória! Que ajudante? O dicionário, ora!, quem querias que fosse? Conta os dias soldadinho, conta os dias, devagarinho, com jeitinho. Desculpas já não são aceites, e não tentes desertar, que o exército vai-te procurar, encontrar, e castigar! O mau-comportamento tem as suas consequências, sabias? Quando disparas uma bala, a algum lado ela há-de ir parar. E o pior é que o adversário vai começar a ripostar! Imagem: Escultura de José Eliseu, intitulada O Soldadinho de Chumbo.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

aviso à navegação

Ontem, no TMG, disse-me um acabado-de-conhecer para escrever deve ser precisa uma paz de espírito muito grande. Não sei se era uma afirmação ou uma pergunta. Um preguiçoso encolher de ombros foi a minha possível resposta. Talvez seja por isso que eu deixei de escrever. Outros, para escrever precisarão de outras coisas. Eu preciso de um lápis ou caneta e de papel. Às vezes escrevo apenas no pensamento. A maioria das vezes perco o escrito no fundo da gaveta do cérebro. Não tivesse o cérebro tantas gavetas e lugares recônditos, talvez encontrasse algum texto digno de ser escrito, lido, publicado. Analepse: o índividuo acabado-de-conhecer, não tenho certeza do seu nome, Paulo (?), veio de Lamego, de Lamego!, onde anda, andou (?), nos Rangers. Há sempre uma ironia qualquer nos acasos da minha puta de vida. Porque é que é sempre uma bêbeda ou um gajo de Lamego a ler-me as entranhas?! Bem, ao menos desta vez o gajo não acertou; se há coisa que não tenho é paz de espírito (ou era uma insinuação do gajo, a dizer sei bem que não escreves há meses, é a paz de espírito, não é?). E coisas que não tenho é o que mais há; as que tenho contam-se pelos dedos e são sobretudo ilusões. Fez-me lembrar da alcoólica que um dia, numa mesa de um bar, em Coimbra, se veio sentar na nossa mesa - lembras-te Samuka? lembras-te Mafalda? - assim, sem mais nem menos, talvez gostasse das nossas carinhas larocas, e desatou a acertar - não? - nas nossas vidas: tu tens uma tristeza muito grande dentro de ti, disse-me. Reparem que não disse tu és uma pessoa muito triste. Não!, tu tens uma tristeza... E é uma tristeza muito antiga, acrescentou. Agora fujo a sete pés dos bêbedos. Não há gente mais clarividente que os bêbedos. Eu quando estou bêbedo também sou lúcido. Só que não consigo reconstituir as ideias que tive. O problema é a arrumação que damos às ideias que temos enquanto estamos bêbedos. Vamos lá lembrar-nos da gaveta onde as enfiámos! Às vezes aparecem-nos umas ideias à flor do cérebro, mas não vêm inteiras. Onde iremos desenterrar o resto? A bêbeda, lembro-me agora, chamava-se Maria João. Podia ter outro nome qualquer, mas este era o dela. Onde ia eu? Vou mas é formatar este texto e publicá-lo no blog, antes que me esqueça. É que tinha vindo aqui para fazer mais um aviso à navegação: muitas pessoas têm-me adicionado no msn. Ora, eu raramente vou ao msn. E quando vou, vou com conversa marcada. O melhor é enviarem-me um e-mail, não pensem que vos rejeitei, ou eliminei, ou bloqueei.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

cidades

Numa conversa de café, conversa chocha agora em versão sem cigarro, um ente perguntou-me, insistindo, Qual a cidade da tua vida, aquela onde gostarias de viver?... Resposta assaz difícil de encontrar... Daquelas em que vivi? Daquelas que sonhei? Das que desejei? Daquelas que por algum motivo, muitas vezes não o melhor, me dizem alguma coisa? Não sei, não sei... Não faço ideia! Tenta! Tento? Queres nomes? O que te importa é uma resposta, não a resposta? Assim são as pessoas. Contentam-se com uma resposta, sem quererem saber se a resposta é a resposta... Talvez seja uma destas, por ordem alfabética, admitindo que de facto eu gostaria de viver numa cidade: Amesterdão, Bruxelas, Coimbra, Genève, Guarda, Lamego, Lisboa, Los Angeles, Neuchâtel, Nyon, Paris, Pinhel, Veneza. Esta é a lista das que encaixam em algum dos critérios acima citados. Todavia, é provável que não seja nenhuma destas. Enfim, Paris é a que mais tenho sonhado, contudo é outra aquela que mais tenho desejado... Quadro de Stephen F. Soitos intitulado Night City. Site do Pintor.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Lamego

Lamego Nossa Senhora dos Remédios Fotografia
Uma fotografia da Nossa Senhora dos Remédios, em Lamego.

Não, não pensem que agora de repente me converti. A minha religiosidade é tão pequena como a temperatura 0ºF. De Lamego, tenho muitas fotografias, mas esta retirei-a da internet e andava perdida na minha pasta de imagens diversas. Lastimavelmente nem sequer posso aqui citar a autoria da mesma. Se a pessoa que a tirou, por alguma arte mágica, conseguir dizer que é sua, que mo comunique - tantas são as fotografias semelhantes, para não dizer iguais, a esta que há pela internet.

Agora que a minha série de posts os náufragos está a chegar ao fim, pensei deixar aqui este pequeno registo sobre Lamego. Quem seguiu atentamente esta série saberá que a mesma foi iniciada devido a alguém que repetidamente vem parar a este blog procurando no google "andré benjamim + lamego".

Não sei o que a dita pessoa procura. Ou antes, sei. Mas quem faz a procura não pode saber o que procura. Porque só há neste mundo - pela religiosidade do local, coloquemos a ínfima hipótese que há outro mundo, o grau 1º F da religiosidade, portanto - dizia, só há neste mundo, além de mim mesmo, uma pessoa que saberia o que procurar. E essa pessoa não precisaria de procurar nada, porque essa pessoa já sabe tudo. Anteontem, uma vez mais, quem quer que seja, voltou a insistir na busca. Haja quem, como eu, não tenha mais que fazer! Basta enviar-me um e-mail - e eu respondo às intrigas da pessoa. Mas tem que me dizer o primeiro IP donde fez a busca, não vá outra pessoa querer saber mais que aquilo que eu quero contar...

Então, é assim: De Lamego tenho muitas, imensas fotografias. Um monte delas, com mais de quinze centímetros de altura. E já dei ou deitei fora a maioria delas. As que ainda tenho acabarão eventualmente por ter o mesmo destino. Em Lamego passei alguns - poucos e foram muitos - dias da minha vida. Todos inúteis e perdidos - sofridos. A Lamego continuo a ir, de quando em quando. Como quem vai a um cemitério e chora algumas lágrimas sobre uma lápide. Na lápide, não há nenhuma inscrição. Prefiro deixá-la em branco. Se houvesse, talvez fosse assim: Os amigos nunca se separam. Em homenagem à pessoa morta. Como qualquer lápide, seria mais uma mentira ou um desejo sem possível correspondência com a vida. E ainda assim a mais verdadeira. E ainda assim tão longe da verdade.

Se acham estes meus posts incompreensíveis, então leiam uma tragédia qualquer, sobre a perfídia. Otelo de William Shakespeare, à falta de mais adequada, serve.

Post-Scriptum: Aconselho a curiosa pessoa a ler antes estes blogs: Lamego em Foco; Sporting Clube de Lamego; e Diabos de Lamego.


Post-Scriptum 2: A frase Os amigos nunca se separam chegou-me às mãos há precisamente 9 anos. Vinha escrita num postal bonito com tons de azul. E eu acreditei, mas eu acreditava sempre! Não porque estivesse convencido, mas porque ia sendo vencido aos poucos, até que a derrota foi total - fatal. Mas eu sabia - tinha a triste certeza - que era mentira...

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

os náufragos VI

The Little Boat Albert Edelfelt Finnish painter pintura
Descobri hoje, através duma poderosíssima ferramenta da Google (google rocks!) que além desta visita, alguém chegou ao meu blog pesquisando "andré benjamim lamego xxxxx", em que xxxxx representa o nome da minha irmã. Começo a considerar a hipótese que exista alguém chamado André Benjamim, em Lamego, que tenha uma irmã com o mesmo nome que a minha. Devo reler O Homem Duplicado? Uma ficção (o pseudónimo André Benjamim) que se tornou realidade!, mas ainda por cima em Lamego?!... É que no meio desta brincadeira, não percebo porque é que o/a artista não faz a pesquisa com o meu verdadeiro nome?... Quer dizer, aquele que consta do Bilhete de Identidade... Ai se eu descubro quem é! - Bem, pensando bem, se fizesse a pesquisa com o meu verdadeiro nome, provavelmente não viria aqui parar! Se sabe o nome da minha irmã, provavelmente conhece-me! Anda a gozar comigo! - Ah, se te ponho as mãos, eu... Imagem: The Little Boat, de Albert Edelfelt. Para saber mais sobre este pintor, leia os náufragos II. os náufragos I, os náufragos II, os náufragos III, os náufragos IV, os náufragos V

terça-feira, 6 de novembro de 2007

André Benjamim + Lamego*

André Benjamim Lamego
*Apetecia-me dizer coisas feias à pessoa que fez esta pesquisa na Google: andré benjamim lamego. Que eu me lembre só falei aqui uma fez de Lamego. E está tudo dito! Não há mais nada a dizer, nem a saber! A pessoa querida que anda por estes caminhos, que se deixe disso: está a enveredar num caminho muito sinuoso! E o meu e-mail está no profile, para quem me queira contactar. Só não digo coisas feias porque não sei quem é a pessoa... E não, não sou de Lamego, nem...

terça-feira, 11 de setembro de 2007

chorar*

Pela primeira vez estive em Lamego e não chorei [pronto, apenas um pouco e, somente, por dentro]. Provavelmente isto significa que nunca mais voltarei a chorar... Como tudo na vida, as lágrimas também se acabam... Dentro de mim, um enorme pedaço, deixou de existir...
*Confissão intíma