terça-feira, 2 de junho de 2009
domingo, 31 de maio de 2009
MOVIMENTO PELA IGUALDADE - MANIFESTO
Movimento pela Igualdade
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
a ler*
Para lá das evidências, por vezes subjacentes a elas, a argumentação e a decisão jurídicas sofrem de enviesamentos. Um enviesamento é uma tendência para usar certos argumentos normativos ou factuais errados, ou para decidir por razões não explicitadas, por vezes inconscientes, inaceitáveis como fundamento da decisão. Enviesamentos típicos são o preconceito e a parcialidade. O ideal da justiça vendada é o ideal de uma justiça direita, sem esses desvios, e daí as especiais garantias, incompatibilidades, impedimentos e privilégios dos magistrados. (...) A objectividade perfeita é inalcançável, mas o decisor deve tentar aproximar-se dela tanto quanto possível. Em problemas jurídicos relacionados com a orientação sexual, maxime a homossexualidade, devemos acautelar-nos contra um enviesamento específico, a homofobia, que é um preconceito e uma atitude equivalente, p. ex., ao machismo e à xenofobia. As sociedades que conhecemos são homofóbicas, a educação de todos nós foi homofóbica, a linguagem corrente é homofóbica. Basta pensar nos termos insultuosos que designam os homossexuais, sem haver insultos simétricos para os heterossexuais. As crianças ensinam umas às outras, quando não o ouvem dos adultos, que não há nada pior do que ser «maricas». O preconceito agrava-se, por exemplo, por a mesma palavra querer dizer «homossexual» e «medroso». Cabe ainda notar que o facto de uma pessoa ser homossexual não garante que não seja também homófoba, como se vê pelos comportamentos de «armário» — i.e., o não reconhecimento público da homossexualidade ou, inclusive, a não auto-identificação como homossexual — cuja revelação frequentemente delicia certa imprensa mundial. Mais do que isso, não é de esperar que todo o profundo condicionamento para a homofobia, recebido desde a infância, desapareça de um momento para o outro sem deixar rasto. Todos somos homófobos. O autor destas linhas em defesa jurídica do casamento entre pessoas do mesmo sexo não deixa de notar em si, pelo menos, algum «desconforto estético» perante demonstrações de amor erótico homossexual ou representações artísticas da homossexualidade. Ora, o reconhecimento da nossa condição homofóbica é indispensável à boa decisão jurídica do caso que se apresenta.O negrito é da minha responsabilidade, e vai directamente para três meus conhecidos que - quem sabe - leiam isto... ADENDA: A ler, igualmente, a Declaração de Direitos Sexuais, decidida em Valência, no XIII Congresso Mundial de Sexologia, em 1997. Em resumo:
- O direito à liberdade sexual;
- O direito à autonomia sexual, integridade sexual e à segurança do corpo sexual;
- O direito à privacidade sexual;
- O direito à igualdade sexual;
- O direito ao prazer sexual;
- O direito à expressão sexual;
- O direito à livre associação sexual;
- O direito às escolhas reprodutivas livres e responsáveis;
- O direito à informação baseada no conhecimento científico;
- O direito à educação sexual compreensiva;
- O direito à saúde sexual.
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Memorial às Vítimas de Intolerância*
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
petição contra o Vírus da Ignorância Humana*
Um chefe de cozinha do grupo Sana Hotel foi despedido em Portugal, devido ao facto de ser VIH positivo. O chefe ficou adoeceu (tuberculose), tirou uma licença de cerca de um ano para tratamento, e voltou depois ao posto de trabalho, em perfeitas condições de saúde. A gestão do hotel não lhe permitiu que continuasse a cozinhar, após ter sido informada pelo médico do trabalho do hotel que o cozinheiro era VIH positivo. A gestão despediu, então, o cozinheiro, que trabalhava no grupo à sete anos. O trabalhador recorreu para a Justiça Portuguesa (Tribunal do Trabalho), que confirmou o direito do hotel a despedir o trabalhador, com o argumento que ele poderia colocar em risco a saúde dos clientes, no exercício da sua função, ao manipular a comida. O cozinheiro recorreu depois num tribunal superior (Tribunal da Relação), onde a sentença foi confirmada por três juízes, apesar das declarações de dois médicos especialistas, que excluiram a possibilidade de contágio, bem como de uma declaração oficial do US Center for Decease Control, no mesmo sentido. O trabalhador recorreu agora para o Supremo Tribunal de Justiça. Esta discriminação de pessoas VIH positivas não é apenas doentia, mas intolerável do ponto de vista da Constituição Portuguesa. Vai também contra todas as linhas orientadoras com vista à não-discriminação da Comissão Europeia. Assim, apelo a todas as pessoas a insurgirem-se contra esta decisão, assinando a petição que será enviada a Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa Aníbal Cavaco Silva, ao Primeiro Ministro José Sócrates, e ao Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.
Lembre-se, amanhã poderá tocar-lhe a si!
Obrigado pelo apoio,
Dr. M. Rodrigues Pereira
(pode assinar a petição aqui).
A kitchen chef at one of the SANA HOTEL group in Portugal has been fired due to the fact that he is HIV POSITIVE!!! The chef got ill with Tuberculosis, took a leave of about one year for treatment, and then got back to work, in perfect health conditions. The hotel's management didn't allow him to continue cooking when it was informed by the hotels MD that the man was HIV POSITIVE. The management then fired the chef, who had been working there for the past seven years. The worker complained to the Portuguese Justice (Labor Court) and they confirmed that the hotel had every right to fire its employee, due to the fact that he could endanger guests when manipulating the food. The chef submitted an appeal to the higher court (Tribunal da Relação) and the three judges confirmed the previous sentence, in spite of two medical expert advices that ruled out the possibility of contagion, as well as an official statement from the US Center for Decease Control. The worker has now an on-going appeal at the Supreme Court. This type of ridiculous discrimination against any HIV POSITIVE person is not only silly, but absolutely intolerable under the Portuguese constitutional law. It is also against every guideline regarding non-discrimination by the European Commission. I therefore stress everybody to insurge [sic] against it by signing this petition that will be sent to His Excellencies President Anibal Cavaco Silva, Prime-Minister Jose Socrates and Jose Manuel Durão Barroso, President of the European Commission. Remember, it can be YOU tomorrow! Thank you for your support.
DR. M. Rodrigues Pereira
(HIV activist, founder and former President of ABRAÇO (Portugal's first HIV/AIDS NGO) ... and HIV POSITIVE for the past 16 years)
Sincerely,
(Pode assinar a petição aqui.)
*Título copiado do blog Para lá de Bagdade: O VIH - Vírus da Ignorância Humana atinge toda a gente que ignora a ciência e com frequência atinge quem mais formação académica diz ter. Desta vez, somos confrontados com a decisão do colectivo de juízes do Tribunal de Relação que considerou que um cozinheiro portador do VIH - o vírus da imunodeficiência humana - não pode continuar a exercer a sua profissão.
Sobre este tema, leia também o post de Eduardo Pitta, no blog Da Literatura: O acórdão colide com a razão científica. Há mesmo um parecer, do Centro de Direito Biomédico, que desmente categoricamente o propalado risco: «Não está provado que um empregado de uma cozinha possa, no exercício das suas funções e por causa delas, transmitir o vírus HIV.»segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Direitos Comparados*
"O que está em causa não é apenas uma questão de corrigir uma injustiça sentida por uma parte particular da sociedade, mas a necessidade de afirmar o carácter da nossa sociedade como sendo baseado em tolerância e respeito mútuo. O teste da tolerância não é aceitar pessoas e práticas com as quais nos sentimos confortáveis, mas como lidamos com aquilo que nos desagrada. (...) A opinião da maioria pode ser muitas vezes dura para as minorias. É precisamente a função da Constituição e da lei intervir contrariando, e não reforçando, discriminações injustas em relação a uma minoria. (...) A generalização do preconceito não implica a sua legitimidade."
quarta-feira, 11 de julho de 2007
contra a excepção polaca
A "excepção moral polaca" que os políticos europeus se preparam para deixar passar é muito mais do que uma mera cláusula jurídica possibilitadora de um compromisso entre os Estados Membros para o avanço comum deste novo-ainda-que-por-nascer "Tratado de Lisboa".
Trata-se, objectivamente, de um retrocesso nos Direitos Humanos através do qual se considerará que o cidadão polaco não tem os mesmos direitos que o cidadão alemão ou sueco porquanto não estará munido dos mesmos instrumentos de protecção judicial contra actos desrespeitadores dos seus mais basilares direitos, garantias e liberdades. Ao ceder aos gémeos que governam a Polónia, a UE hipoteca o discurso de defesa da Liberdade e dos Direitos Humanos.- Durão Barroso, Presidente da Comissão Europeia: sg-web-president@ec.europa.eu
- Anna Colombo, Secretária-Geral do Partido Socialista Europeu: anna.colombo@europarl.europa.eu
- Maria D'Alimonte, Secretária-Geral da Esquerda Unida/Esquerda Verde Nórdica: dalimonte@europarl.europa.eu
- Aliança de Liberais e Democratas para a Europa: aldegroup@europarl.europa.eu
- Partido Popular Europeu: epp-ed@europarl.europa.eu
- Verdes/EFA: contactgreens@europarl.europa.eu
- Primeiro-Ministro Português, presidente do Conselho Europeu, copiando a mensagem e enviando-a por aqui.
quarta-feira, 2 de maio de 2007
na democracia laica...
sexta-feira, 13 de abril de 2007
Marco, a sus 16 años, se quitó la vida hace apenas unas días en Turín. Atrás quedaban meses de acoso escolar, motivados en gran medida por su homosexualidad. Como ocurrió en España con el caso de Jokin, esta muerte y el ‘bullying’ están centrando la atención de los medios de comunicación.
El colectivo Arcigay, el más importante del país, ha asegurado que la muerte de Marco es sólo “la punta del iceberg” y que son muchos más los suicidios de adolescentes motivados por el ‘bullying’ homófobo, en un país en el que la homosexualidad aún es frecuentemente atacada desde la omnipresente Iglesia Católica y las fuerzas más reaccionarias, tanto de derechas como incluso dentro de la coalición de centro-izquierda, actualmente en el poder.
Marco escribió una carta antes de saltar por la ventana de su apartamento. “En el colegio no me aceptan porque me ven diferente, no me siento integrado“, escribió. Su madre, preocupada por los problemas de su hijo, había alertado del acoso a la directora de sus instituto, pero nada había cambiado. (via Dos manzanas)
manifesto
"Exmo Sr Embaixador da Polónia,
Enviem um e-mail com este texto para: politica.embpol@mail.telepac.pt

