Cem Anos de Solidão, de Gabiel García Márquez, foi a escolha de Alexandra Isidro; António José Dias de Almeida escolheu O Estrangeiro, de Albert Camus; e César Prata escolheu a obra Tia Suzana, Meu Amor, de António Alçada Baptista. (Ver mais aqui).
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quarta-feira, 22 de abril de 2009
sexta-feira, 14 de março de 2008
El Coronel no Tiene Quien le Escriba
O coronel destapou a caixa do café e verificou que não havia mais que uma colherinha. Tirou a panela do fogão, despejou metade da água no chão de terra, e com uma faca raspou o interior da caixa para dentro da panela até se soltarem as últimas raspas de pó de café misturadas com ferrugem da lata. Ao esperar que fervesse a infusão, sentado junto do fogareiro de barro numa atitude de confiada e inocente expectativa, o coronel teve a sensação de que lhe nasciam fungos e lírios venenosos nas tripas. Era Outubro. Uma manhã difícil de suportar, mesmo para um homem como ele que já sobrevivera a tantas manhãs como esta. Durante cinquenta e seis anos - desde que terminou a última guerra civil - o coronel não fizera outra coisa senão esperar. Outubro era uma das poucas coisas que chegavam.Gabriel García Márquez, In. Ninguém Escreve ao Coronel * Primeiros dois parágrafos da pequena (em número de páginas) obra de Gabriel García Márquez. Obra publicada em 1961, seis anos antes de Cem Anos de Solidão.
quinta-feira, 17 de maio de 2007
Lolita*
Lolita, luz da minha vida, fogo da minha virilidade. Meu pecado, minha alma. Lo-li-ta: a ponta da língua faz uma viagem de três passos pelo céu da boca abaixo e, no terceiro, bate nos dentes. Lo. Li. Ta.
Pela manhã, um metro e trinta e dois a espichar dos soquetes; era Lo, apenas Lo. De calças práticas, era Lola. Na escola, era Dolly. Era Dolores na linha pontilhada onde assinava o nome. Mas nos meus braços era sempre Lolita.
VLADIMIR NABOKOV, In. Lolita
*Para mim este é o início de um romance mais belo que a Literatura alcançou. O início de Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Marquéz não fica nada atrás... Mas o primeiro parágrafo de Lolita é fulminante.
terça-feira, 27 de março de 2007
the top ten

O editor deste livro pediu a 125 escritores que elegessem, por ordem de preferência, os 10 melhores livros de ficção de todos os tempos, de acordo com o seu gosto pessoal. Entre os escritores eleitores estão nomes como: Norman Mailer, Annie Proulx, Stephen King, Jonathan Franzen, Claire Messud, Margaret Drabble, Michael Chabon and Peter Carey. Para participar na votação, clique aqui.
Os dez que escolhi (a ordem foi aleatória, e diferente da que aqui apresento):
Os dez que escolhi (a ordem foi aleatória, e diferente da que aqui apresento):
Outono em Pequim (Boris Vian);
Ensaio sobre a Cegueira (José Saramago);
Alice no País das Maravilhas (Lewis Carroll);
O Tumulto das Ondas (Yukio Mishima);
A Peste (Albert Camus);
Naúsea (Jean-Paul Sartre);
A Confissão de Lúcio (Mário de Sá-Carneiro);
manhã submersa (Vergílio Ferreira);
Poesia (Álvaro de Campos);
Cem Anos de Solidão (Gabriel García Márquez).
Tive conhecimento desta iniciativa através do In Absentia.
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