*A minha Nação é o Sport Lisboa e Benfica, a minha Pátria, como para Bernardo Soares, é a Língua Portuguesa.
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domingo, 6 de junho de 2010
sábado, 1 de março de 2008
BERNARDO SOARES!
Desde o dia em que iniciei este blog (muitos outros fui tendo desde 2003, julgo, ou 2002?, já não sei ao certo) que disse a mim mesmo que não podia publicar nenhum post com citações de Bernardo Soares porque, caso contrário, acabaria por passar os dias a copiar o Livro do Desassossego. Num velho teste de Introdução à Filosofia havia a clássica pergunta, Se fosses para uma ilha deserta...? Levava apenas o Livro do Desassossego! Há nele a vida toda e não há nada. Já não sei o que respondi no maldito teste, sei a nota - que não foi nada má, mas não interessa para aqui. Hoje diria que levava o Livro do Desassossego. Despedir-me-ia primeiro das pessoas; depois dos meus livros: um por um até restarem apenas os do Fernando Pessoa (cerca de 70 - de ou sobre). E no fim, apenas a Poesia do Álvaro de Campos e o Livro do Desassossego... Permitir-me-iam ler uma última vez a Poesia do Álvaro? A que propósito me fui lembrar disto? Estava para aqui a arrumar uns papéis e encontrei o teste no meio - não sei como lá foi parar... Está um magricelas a abanar a mão como se desse um passou-bem, com longas barbas e comprido cabelo, descalço e miseravelmente vestido. Diz: Ainda bem que chegou o senhor, porque eu aqui sozinho já começava a ficar maluco! Uma página ao acaso:
Minha alma está hoje triste até ao corpo. Todo eu me doo, memória, olhos e braços. Há como que um reumatismo em tudo quanto sou. Não me influi no ser a clareza límpida do dia, céu de grande azul puro, maré alta parada de luz difusa. Não me abranda nada o leve sopro fresco, outonal como se o estio não esquecesse, com que o ar tem personalidade. Nada me é nada. Estou triste, mas não com uma tristeza definida, nem sequer com uma tristeza indefinida. Estou triste ali fora, na rua juncada de caixotes.Bernardo Soares faz da solidão desassossego. O que é estático, inflexível, rígido - é dinâmico nas palavras de Soares. Um levre sopro denuncia uma tempestade possível. A possibilidade de existir é já existir. Bernardo é antes de ser, na possibilidade de existir. Haverá outra obra na Literatura em que a solidão não conduza inevitavelmente à loucura?
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
o meu grande português #2
Alberto Caeiro, Alexander Search, Barão de Teive, Bernardo Soares, Chevalier de Pas, Fernando Pessoa, Álvaro de Campos, Pêro Botelho, Charles Search, Thomas Crosse, António Mora, Adolph Moscow, Vicente Guedes, Jean Seul de Méluret, A. A. Crosse, Charles Robert Anon, H. M. F. Lecher, Marvell Kisch, Maria, Torquato Mendes da Cunha Rey, C. Pacheco, Frederico Reis, Dr. Pancrácio, Raphael Baldaya, Pantaleão, David Merrick e Ricardo Reis - 27! Faltava-me um; inadvertidamente apagara o nome de Ricardo Reis, e portanto só podia contar 26...
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007
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