Mostrar mensagens com a etiqueta António Barreto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta António Barreto. Mostrar todas as mensagens

domingo, 18 de abril de 2010

DA LIBERDADE (II)

Outra consequência dos momentos que vivemos pode ser mais medo? Acho que sim. Se há uma escala, onde cabe o receio, o medo, o terror, acho que hoje já se vive muito com receio de perder o emprego, a casa, de perder um amigo, de ser incomodado, de se despedir...

Do que se diz? Sim, sim, sim, sim! E sinto que as pessoas dizem mesmo que é preciso prudência no que se diz, no que se faz, porque temem represálias. Há duas ou três décadas havia menos receio, havia mais esperança.

Sente-se feliz? Sou simultaneamente feliz e insatisfeito. Só os adolescentes acham que não há contradições na vida. Nunca posso ser inteiramente uma coisa.

E livre? Tento ser. Nunca se consegue sempre. A minha obsessão quotidiana é a liberdade individual, não depender de ninguém.


Excertos da entrevista a António Barreto, realizada por Sílvia de Oliveira e Filipe Paiva Cardoso, publicada no jornal i