Ano após ano, a expectativa é grande. A polémica, a relativização, as apostas, as decepções. No que ao Prémio Nobel da Literatura diz respeito, oiço e leio, comentários que apenas posso tomar por disparates. O disparate de quem não tem a mínima consciência do que é o Prémio Nobel da Literatura. O disparate de quem desconhece por completo o testamento que originou o Prémio. Um excerto:
"(...) Os dividendos referidos serão divididos em cinco partes iguais, por forma a serem atribuídos da seguinte maneira: uma parte para a pessoa que tenha levado a cabo a maior descoberta ou invenção no campo da Física; uma parte para a pessoa que tenha levado a cabo a maior descoberta ou melhoramento no campo da Química; uma parte para a pessoa que tenha levado a cabo a maior descoberta no campo da Fisiologia ou Medicina; uma parte para a pessoa que tenha produzido no campo da Literatura o mais brilhante trabalho de tendência idealista; e uma parte para a pessoa que tenha feito o maior ou melhor trabalho em prol da fraternidade entre as nações, pela abolição ou redução das forças armadas, ou em prol da realização ou pela promoção de congressos pacifistas. (...)"
Ou seja, para quem não entende, ou não quer entender: O Prémio Nobel da Literatura não é um prémio estritamente literário.
Post-Scriptum: E, como esclarece Tiago Ramalho, e se pode confirmar pelo texto do testamento citado acima, não há Prémio Nobel da Economia!
Post-Scriptum: E, como esclarece Tiago Ramalho, e se pode confirmar pelo texto do testamento citado acima, não há Prémio Nobel da Economia!
