Pelo correio chegam convites de diversos quadrantes, para «participar» nas celebrações do «Dia da Liberdade», o dia 25 de Abril que se aproxima. Palavras esvaziadas pela monótona repetição serão proferidas uma vez mais, referindo as conquistas daquele dia, uma conquista de todos os dias. Enfeitadas por içares da bandeira, música de bandas filarmónicas, guardas de honra de militares, polícias, ou bombeiros. Com resignado estoicismo, os «populares» assistirão enfastiados, no local ou pela televisão. Ou simplesmente irão ignorar: o feriado este ano coincide com um Domingo. No dia seguinte a vida prossegue: o desemprego ou o trabalho mal remunerado, em condições cada vez mais perto do esclavagismo. O medo, as pressões, a ameaça. Com o desemprego, a pobreza, a fome. Iludidos pela promessa de Liberdade, demos crédito a uma pequena corja de indivíduos, eis os juros que nos cobram. Meus senhores, e minhas senhoras, até quando vamos pagar?
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sexta-feira, 16 de abril de 2010
sexta-feira, 24 de abril de 2009
QUEM É O MENINO OU MENINA QUE SENTE A FALTA DO SALAZAR?! FAÇA-ME O OBSÉQUIO DE IR TER COM ELE!...
Imagem pedida por empréstimo ao Peão (mas sem ele saber!)
sábado, 26 de abril de 2008
25 DE ABRIL SEMPRE. E JÁ AGORA, OUTRA VEZ.*
É um dia bonito. A queda daquele regime idiota, despótico, cruel e atrasado (em todos os sentidos), deve ser celebrada. 25 de Abril sempre. Mas antes de escrever este texto, vejo-me a falar com uma amiga jornalista no messenger. Está a "trabalhar". Está a estagiar, de borla, e sabe que se quer conseguir o fabuloso ordenado de 500 euros, sem direito a contrato, tem que se esmifrar e trabalhar até em feriados. Ou seja, tem que se sujeitar a todos os abusos, perder todos os direitos, para sobreviver. O capitalismo chama-lhe "perseverança", com algum sentido de humor. Negro. É preciso outro 25 de Abril. Sempre e outra vez.*m. inblog 2+2=5. Este post é que o Público devia ter citado. Porque razões não o fez, não sei. Talvez por distracção.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
quarta-feira, 2 de maio de 2007
na democracia laica...
Para a sessão solene comemorativa do XXXIII aniversário do 25 de Abril que decorreu na Assembleia da República Portuguesa, organizou-se o seguinte cerimonial protocolar:
(…)
5. O Presidente da Assembleia da República e a Senhora de Jaime Gama saem do Gabinete da Presidência às 09,41 horas, acompanhados pelo Chefe de Gabinete, dirigindo-se para a base da Escadaria Exterior do Palácio de S. Bento, onde recebe honras militares da Guarda de Honra, aguardando, em seguida, o Presidente da República.
6. O Pavilhão Presidencial é içado na varanda do Palácio de S. Bento às 09,44 horas.
(…)
8. A Senhora de Cavaco Silva sai da viatura na base da Escadaria Principal, cumprimenta a Senhora de Jaime Gama e ambas são imediatamente acompanhadas pelo protocolo à Sala de Visitas da Presidência.
(…)
14. Já terão, entretanto, ocupado os seus lugares no Hemiciclo os Deputados… na Tribuna A, a Senhora de Jaime Gama dá a direita à Senhora de Cavaco Silva; têm ainda assento os anteriores Presidentes da República - General Ramalho Eanes, Doutor Mário Soares, Doutor Jorge Sampaio - e respectivas Senhoras , os anteriores Presidentes da Assembleia da República e respectivas Senhoras, os anteriores Primeiros-Ministros e respectivas Senhoras. Toma também assento nesta Tribuna o Cardeal Patriarca de Lisboa (!!!);
(...)
Perante este «curioso» ordenamento protocolar, a associação cívica República e Laicidade entendeu por bem enviar ao Presidente da Assembleia da República a carta que se pode encontrar aqui:
http://www.laicidade.org/wp-content/uploads/2007/04/carta-ar-01.pdf
Saudações republicanas e laicas
quarta-feira, 11 de abril de 2007
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