Obviamente troço para que ganhe o SIM. Sou contra todas as formas de colonialismo. Liberdade para os nosso primos Celtas!
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Dentro das minhas Cidades/ Já não sei quem é Ladrão/ Se o que anda fora de Grades,/ Se outro que está na Prisão.
Etelvina com seis meses já se punha de pé
Foi deixada num cinema depois da matinée
Com um recado na lapela que dizia assim:
''Quem tomar conta de mim,
quem tomar conta de mim
Saiba que fui vacinada,
Saiba que sou malcriada.''
Etelvina com dezasseis anos já conhecia
Todos os reformatórios da terra onde vivia
Entregaram-na a uma velha que ralhava assim:
''Ai menina sem juízo
nem mereces um sorriso
Vais acabar num bueiro
sem futuro nem dinheiro.''
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
O Conto do Marinheiro* - Geoffrey Chaucer
![]() |
| Boys Playing on the Shore Quadro de Albert Edelfelt |
Em tempos havia um Mercador, em São Dinis,
Que por ser rico o julgavam sábio.
Tinha uma esposa de beleza invulgar,
Era alegre e gostava de confraternizar,
Coisa essa que causa mais despesas
Do que valem todos os cumprimentos afectados
Que os homens fazem em festas e bailes.
Tais reverências e composturas festivas
São passageiras como uma sombra na parede.
Mas infeliz daquele que por tudo tem de pagar!
O tolo do marido sempre tem de pagar,
Ele tem de vestir-nos, ele tem de enfeitar
Os nossos corpos para a sua reputação enaltecer,
Enquanto dançamos com toda a ostentação.
E, se não puder pagar, como por vezes sucede,
Ou não se submeta a tais extravagâncias
Por pensar no seu dinheiro desperdiçado,
Então outra pessoa terá de suportar a despesa
Ou emprestar-nos dinheiro, o que é perigoso.
Geoffrey Chaucer, In. Contos da Cantuária
domingo, 7 de setembro de 2014
Inventa tudo
Inventa tudo. Devemos inventar tudo porque a realidade é uma coisa que não existe. O que existe é a realidade da nossa imaginação. Sabes como é que eu vejo o Salazar, sabes?
BAPTISTA-BASTOS, In. O Cavalo a Tinta-da-China
sábado, 6 de setembro de 2014
Do Côa ao Távora na Guerra Peninsular, de Santos Gama
Sempre gostei de ganhar livros, seja em concursos, seja oferecidos, seja de que maneira for; lamento nunca ter roubado um livro - sinto que sou um leitor incompleto, enquanto o não fizer: até já se escrevem livros sobre personagens que roubam livros, e eu continuo sem ter roubado um. Nem sequer semi-roubado: devolvo todos os que me emprestam. Já o contrário... Ladrões de pechisbeque...
Subscrever:
Mensagens (Atom)




