Não concordo com a maior parte dos textos, i.e., com a maior parte das ideias, que se publicam no blog Combustões. Posto este aparte, não posso deixar de subscrever por baixo o texto de que a seguir deixo um excerto. É o retrato fiel do que me tem sido dado a observar.
Se em Portugal há coisa mais suja pelo compadrio e pelo favorecimento, mais viciada nas artes do arranjismo, do apossamento e do enriquecimento ilícito, criação de emprego sem benefício público, amadorismo e irracionalidade, esbanjamento de recursos, veículo de ascensão para aventureiros, agente de divisão local e inimigo do património natural e histórico, esse dá pelo nome de Poder Local. Infelizmente, a maioria das pessoas que a ele se dedicam não compaginam com a nobre ideia do serviço à comunidade. São famílias, pais, filhos, noras, tios e primos, amiúde gente sem qualquer preparação, quase iletrada, privada de visão de conjunto. São os pequenos caciques dos bombeiros, os líderes das colectividades desportivas, o dono da fabriqueta ou o pato-bravo local acolitados pelo sindicalista, pelo jornal local, pelo professor do liceu, pelo padre da paróquia. (texto completo aqui)

Qualquer pessoa com "dois dedos de testa" tem que concordar com este texto...
ResponderEliminarAbraço.