Ao perder-te a ti perdemos os dois:
eu porque tu eras o que eu mais amava
e tu porque eu era quem mais te amava.
Mas de nós dois és tu quem mais perde,
porque eu poderei amar outras como te amava a ti
mas a ti não hão-de amar como eu te amava.
Nas minhas vagabundas deambulações pela internet encontrei as palavras acima transcritas, de Ernesto Cardenal (sou muito céptico em relação à atribuição dos textos aos seus autores, na internet; se alguém tiver informação fidedigna, não hesite em partilhá-la). As razões de publicar aqui este pequeno texto (poema?, epigrama?) são duas: primeiro, porque sendo o amor impossível de mensurar, impossível é dizer a outra pessoa que somos a pessoa que mais a ama (o contrário, embora sendo subjectivo, é possível); segundo, fossem as palavras acima sinceras, não diria com sinceridade que poderia voltar a amar outra...
Que palavras mais vividas e mais carregadas de emoção.
ResponderEliminarOxalá que eu não tenha que fazer minhas também essas palavras. Iria custar-me. Muito.
(Sabes que, pela primeira vez, desde há bastante tempo que me anda a encantar toda a poesia que fala do amor? Em toda ela leio o que antes era totalmente incapaz de entender)
Abraço e ânimo!
:)
André
ResponderEliminarum pouco na linha do que diz o Kapitão, os poemas se amor são sempre válidos, pois realmente só os entende/sente quem os escreve e recebe.
Abraço.
Olá!
ResponderEliminarSabe que você tem toda a razão. Achei que aquelas palavras soaram com ar de desprezo e muito convencimento por parte do rapaz.
Mas enfim, deixa quieto né?
Beijos e sucesso!
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ResponderEliminarVou copiar sim. Das coisas mais bonitas que li estes ultimos tempos.
ResponderEliminarnoto vc bem romantico esses dias... impressão?
ResponderEliminarOlá Kapitão Kaus, há coisas que só podemos verdadeiramente entender depois de termos vivido. Talvez seja por isso.
ResponderEliminarSim, estes versos são carregados de emoção; no entanto, julgo que são um pouco arrogantes e egocêntricos - mas, enfim, todo o amor o é...
Abraço
olá pinguim, sim o poema é válido, claro! e transmite de modo soberbo aquilo que é o sentimento de muitos amantes que foram abandonados. mas é, digamos, um poema de amor não para o Outro-real mas para o Outro-imaginado, interior... é muito auto-centrado. ilusório. Abraço
ResponderEliminarOlá Camila, sim, um poema muito convencido... ou desesperado... talvez reflicta apenas o desespero de quem foi abandonado... beijinho
ResponderEliminarOlá Margarida, copia à vontade; eu próprio copiei... beijinhos.
ResponderEliminarOlá Foxx. romântico? bem, eu sou um crónico romântico... embora desiludido... por isso sim, romântico; não só ultimamente, mas sempre... abraço.
ResponderEliminarBoa noite, Senhor!
ResponderEliminarCheguei aqui por intermédio do blog do Senhor Torquato, por sinal, belo.
O poema que o Senhor publicou é mesmo de Ernesto Cardennal, deixo aqui o original:
Al perderte
Al perderte yo a ti tú y yo hemos perdido:
yo porque tú eras lo que yo más amaba
y tú porque yo era el que te amaba más.
Pero de nosotros dos tú pierdes más que yo:
porque yo podré amar a otros como te amaba a ti
pero a ti no te amarán como te amaba yo.
(Ernesto Cardennal)
Besos!
olá Yasmine, obrigado por me confirmares o autor do poemas, e obrigado ainda mais por me deixares o poema original. desejo-te um feliz natal. andré
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