Há dias - quase um mês, como o tempo passa! - um amigo disse-me «tens que deixar de ser paizinho de toda a gente!» O estúpido do meu cérebro que nunca consegue estar parado - nem que seja para cogitar nas águas da pura estupidez, da negra morbidez, ou de outras coizas - com z, porque a palavra fica muito mais bonita - terminadas em -dez - onde ia? Já me recordo: o meu cérebro que não consegue parar um segundo, ficou a pensar nisto - juntou-se este pensamento a outro ingrediente - dizem que na blogosfera não se devem escrever textos com frases assim, truncadas por hífens, parênteses (o que eu gosto dos parênteses!), que o texto torna-se aborrecido e ninguém o lê - mas eu estou-me a marimbar para isso, porque no fundo isto é um não-diário; e também não se devem escrever frases longas, nem deixar frases a meio, nem divagar entre diversas ideias, nem ser redundantes - e outras coisas rechonchudas - antes que me esqueça aviso que roubei a imagem a um blog - tenho uma pasta dentro da pasta imagens que se chama «imagens de blogs» - mas não faço a menor, a mínima, ideia de que blog foi - se alguém se sentir lesado reclame (só respondo a requerimentos devidamente apresentados, em papel com marca d'água, 23 linhas, e com margens de três centímetros, após medição) - juntou-se o ingrediente da idade (fico assim, a pensar na idade, quando o meu aniversário se aproxima - posso afirmar que penso muito em mim, na minha vida, e etecetra, aniversariamente, depois esqueço-me) e sim! Amigo, dou-te razão. Tenho que deixar de ser paizinho de toda a gente. Preocupo-me, ajudo, pergunto, disponho-me, condeno-me, culpo-me, rejubilo - e depois ninguém quer saber de mim... Deve ser por ser tão dado - ou tão feio. Mas isso é uma questão de gosto - ou será de estética? Não encarem a pergunta como retórica, que isso é uma coisa que também se não deve fazer, para atrair leitores!
quarta-feira, 14 de maio de 2008
STATE OF MIND
Há dias - quase um mês, como o tempo passa! - um amigo disse-me «tens que deixar de ser paizinho de toda a gente!» O estúpido do meu cérebro que nunca consegue estar parado - nem que seja para cogitar nas águas da pura estupidez, da negra morbidez, ou de outras coizas - com z, porque a palavra fica muito mais bonita - terminadas em -dez - onde ia? Já me recordo: o meu cérebro que não consegue parar um segundo, ficou a pensar nisto - juntou-se este pensamento a outro ingrediente - dizem que na blogosfera não se devem escrever textos com frases assim, truncadas por hífens, parênteses (o que eu gosto dos parênteses!), que o texto torna-se aborrecido e ninguém o lê - mas eu estou-me a marimbar para isso, porque no fundo isto é um não-diário; e também não se devem escrever frases longas, nem deixar frases a meio, nem divagar entre diversas ideias, nem ser redundantes - e outras coisas rechonchudas - antes que me esqueça aviso que roubei a imagem a um blog - tenho uma pasta dentro da pasta imagens que se chama «imagens de blogs» - mas não faço a menor, a mínima, ideia de que blog foi - se alguém se sentir lesado reclame (só respondo a requerimentos devidamente apresentados, em papel com marca d'água, 23 linhas, e com margens de três centímetros, após medição) - juntou-se o ingrediente da idade (fico assim, a pensar na idade, quando o meu aniversário se aproxima - posso afirmar que penso muito em mim, na minha vida, e etecetra, aniversariamente, depois esqueço-me) e sim! Amigo, dou-te razão. Tenho que deixar de ser paizinho de toda a gente. Preocupo-me, ajudo, pergunto, disponho-me, condeno-me, culpo-me, rejubilo - e depois ninguém quer saber de mim... Deve ser por ser tão dado - ou tão feio. Mas isso é uma questão de gosto - ou será de estética? Não encarem a pergunta como retórica, que isso é uma coisa que também se não deve fazer, para atrair leitores!
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Gostei daqui... voltarei mais vezes!
ResponderEliminarParabéns pelo texto de desabafo.Vim te convidar para conhecer o Compartilhando as letras, sua visita muito me honrará.Abraços.
ResponderEliminarwww.compartilhandoasletras.blogspot.com
Muito interessante a tua divagação sobre a "forma" com que se apresentam os textos, na blogosfera.
ResponderEliminarAbraço.
Não sei se se devem ou não fazer essas coisas que dizes, num texto de blogue. O que sei é que gosto muito de ler textos assim, com todos esses volteios coloquiais. Muito bem escrito.
ResponderEliminarQuanto a ser paizinho de toda a gente... não me posso pronunciar...:)
Abraço
Leis na blogosfera?
ResponderEliminarMas que audácia!
: ~~
Abraços!
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderEliminarContinua a ser como és enquanto te sentires bem a sê-lo.
ResponderEliminarSe te sentes bem a preocupar, ajudar, perguntar,então continua!
Se alguém se incomoda com isso,isso é problema de alguém não teu...
Gosto do modo como escreves e quem não gosta que não volte, não é verdade? A mim incomodam-me aqueles que não são obrigados a gostar nem a visitar e que entram só para insultar, normalmente escudados por anonimato.
ResponderEliminarBem, esqueçamos essas coisas e pensemos que só falta uma semana para o nosso aniversário...
;)
Beijinho!
olá kiara, muito bem vinda. volta sempre, que serás sempre bem recebida... um grande beijinho.
ResponderEliminarolá sónia, já dei uma vista de olhos, quando tiver tempo, visitar-te-ei com mais calma... beijinho.
ResponderEliminarolá pinguim, li um texto num blog com algumas "regras" e decidi brincar com elas... não gosto de regras... escrevo como me apetece... e, exceptuando casos excepcionais, nunca pedi a ninguém que lesse o que escrevo... quem que lê, quem não quer que não leia... Abraço.
ResponderEliminarolá maurice, fico lisonjeado por teres gostado do texto... quanto à segunda parte, exagero um pouco, principalmente quando estou semi-ébrio... ;-) Um grande abraço. (Às vezes temos que deixar as coisas andar... Mas eu sou um bocado obsessivo quanto ao "curso natural das coisas")
ResponderEliminarolá Daniel, há sempre pessoas a tentar ditar regras, leis, regulamentos - o texto é apenas uma brincadeiras com as ditas regras... Abraço.
ResponderEliminarolá pensando nisto, sou sempre quem sou, mesmo quando não "gosto" do que sou... Por mais que quisesse ser outras pessoa, isso é impossível - quanto muito fingiria ser quem não sou... mas o que somos cola-se a nós de tal maneira que é impossível fugirmos... Abraço, e muito bem vindo a este cantinho de devaneios...
ResponderEliminarolá xantipa, estamos mesmo praticamente a ficar um ano mais velhos (vá, digamos isto de forma optimista: estamos quase a ficar um ano mais experientes!) Um grande beijinho.
ResponderEliminarEu leio!
ResponderEliminarAcho, sinceramente, que se escrevesses de outra forma não gostaria tanto.
Sinceridade é boa em toda a parte.
Regras?! Não achas que chega aquelas que, supostamente, existem no nosso dia-a-dia?
Continua assim: quem não quiser que não leia.
Olá Ghost!
ResponderEliminarQuando decides revelar a tua identidade?! De quando em quando apareces... vagueias pela blogosfera?! Uma alma perdida, sem nenhuma ocupação... Abraço ou Beijinho (escolhe)