O casamento estável entre um homem e uma mulher é um dos "princípios não negociáveis" para uma "correcta convivência civil e cristã", defendeu hoje o cardeal Saraiva Martins no Santuário de Fátima.
Perante milhares de peregrinos, na celebração principal da peregrinação de Maio, D. Saraiva Martins apontou vários valores essenciais, tendo destacado o "matrimónio como união estável e fiel de um homem e de uma mulher e não de qualquer outro modo".
Eu até comentava, mas considero que nem vale a pena; a coisa que mais me surpreende no clero, e noutro sofistas do mesmo género, é o seu querer fazerem-se passar por gente com inteligência, dotados de um cérebro que pensa, raciocina, faz uso da razão, dos argumentos, da procura da verdade - mas este é um privilégio de quem tem um púlpito e um séquito: o processo comunicacional desenrola-se num único sentido; uns falam os outros aplaudem. No fundo, um mecanismo pavloviano de estímulo-resposta; acenam a cabeça, anuindo, porém não sabem - pior, não querem saber - porque o fazem...
A imagem é de um quadro intilulado Birthday Boy, de Eric Fischl (site oficial), que representa sugestivamente um certo modo de encarar a sexualidade...
quinta-feira, 15 de maio de 2008
FICA LÁ COM OS PRINCÍPIOS, QUE EU PREFIRO OS MEIOS E OS FINS.
O casamento estável entre um homem e uma mulher é um dos "princípios não negociáveis" para uma "correcta convivência civil e cristã", defendeu hoje o cardeal Saraiva Martins no Santuário de Fátima.
Perante milhares de peregrinos, na celebração principal da peregrinação de Maio, D. Saraiva Martins apontou vários valores essenciais, tendo destacado o "matrimónio como união estável e fiel de um homem e de uma mulher e não de qualquer outro modo".
Eu até comentava, mas considero que nem vale a pena; a coisa que mais me surpreende no clero, e noutro sofistas do mesmo género, é o seu querer fazerem-se passar por gente com inteligência, dotados de um cérebro que pensa, raciocina, faz uso da razão, dos argumentos, da procura da verdade - mas este é um privilégio de quem tem um púlpito e um séquito: o processo comunicacional desenrola-se num único sentido; uns falam os outros aplaudem. No fundo, um mecanismo pavloviano de estímulo-resposta; acenam a cabeça, anuindo, porém não sabem - pior, não querem saber - porque o fazem...
A imagem é de um quadro intilulado Birthday Boy, de Eric Fischl (site oficial), que representa sugestivamente um certo modo de encarar a sexualidade...
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Creio que não poderemos esperar da Igreja uma outra postura. Esta, a mim, não me surpreende.
ResponderEliminarGostei muito da forma como interpretaste o mecanismo discursivo e da imagem de Eric Fischl.
Abraço,
Eu ouvi as palavras do cardeal e tenho ouvido as opiniões dos candidatos à liderança do PSD e prefiro não comentar para não ser mal educado.
ResponderEliminarUm abraço.
Eu também li esta alarvidade e ouvi outras na entrevista da Constança Cunha e Sá...
ResponderEliminarVozes de burro...
olá Luís, o que me "choca" não é o que os padres dizem; o que me choca é que haja pessoas que se comprazem em não pensar, mas tão-só ir alegremente com o rebanho. alienado... Abraço.
ResponderEliminarolá special k, já me apeteceu comentar; o mais impressionante é a capacidade de dizerem sim e não ao mesmo tempo; parece assim que dizem alguma coisa, sem dizerem nada... disfarçam de ideias um enorme vazio de ideias... Abraço
ResponderEliminarolá tongzhi... às vezes pergunto-me, será que algum dia, nem que apenas por segundos, chegaremos a ser uma sociedade civilizada?! Infelizmente não tenho grandes esperanças... Abraço.
ResponderEliminarInfelizmente (ou melhor, sendo realista) essa sociedade só existe na cabeça de algumas pessoas... ou será que nem ai?...
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