CARINHO*
Querida mãe, quando me beijas,
eu beijo-te ainda mais
e o enxame dos meus beijos
nem sequer te deixa olhar.
Quando a abelha entra no lírio
não se sente o esvoaçar.
Quando escondes teu filhito
nem se ouve respirar.
Olho para ti, olho sempre
sem que me canse o olhar;
que lindo menino vejo
aos teus olhos assomar.
O tanque reflecte tudo
o que tu estás a olhar;
mas tu nas pupilas tens
o teu filho e nada mais.
Os olhinhos que me deste
ainda tenho de os gastar
a seguir-te pelos vales,
pelo céu e pelo mar.
*GABRIELA MISTRAL, in. Antologia Poética (Editorial Teorema, 2002 - Selecção, tradução e apresentação de Fernando Pinto do Amaral)
Belo poema que escolheste para homenagear a tua Mãe e todas as Mães. Este sim, é um dia a assinalar porque mãe é mãe...
ResponderEliminarAbraço amigo.
Olá pinguim, também achei que fosse belo! tanto que tive logo que agendar o post, caso contrário, nem teria tido a oportunidade de o publicar! ;)
ResponderEliminarGrande Abraço
Que bom gosto!!!
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