quinta-feira, 27 de março de 2008

O MUNDO É A CASA DO AMOR E DA MORTE*

No dia em que completei 19 anos ofereceram-me um livro de contos. O Mundo é a Casa do Amor e da Morte. Quem me ofereceu o livro, recordo-me dos nomes das pessoas, das suas faces, de termos sido amigos, de ainda o ser de algumas dessas pessoas. Ao certo, apenas uma desse rol não contacto há bastante tempo, uns seis ou sete anos, não vou remexer na memória, mas podia ser exacto, que a última vez que lhe falei foi no dia do seu aniversário, depois partiu na corrente da vida. Voltando atrás: quem me ofereceu o livro nunca o leu, nem eu o li. Esta obra de Harold Brodkey ter vindo parar à minha estante, deve-se apenas ao título. Pensaram os meus amigos que eu ia gostar imenso, porque falava de amor e de morte, principalmente porque falava de morte. E eu tinha, segundo as suas palavras, uma atracção mórbida pela morte. Também me ofereceram, as mesmas pessoas, nesse dia, um isqueiro e um postal. Para o caso de lerem este post, não vão pensar que me esqueci. Vamos ao que me levou a começar este post: nesse dia estava na barragem do C, com B, C, e S. Desculpem as iniciais, mas que importam os nomes? Telefonaram-me para ir até à pastelaria P. Eu não podia, que estava muito longe. Pedi-lhes para esperarem e lá estiveram algumas horas. Tenho fotografias desse dia, na barragem, com B, C e S. São as únicas fotografias que tenho de B, C, e S. Foi nesse dia que me zanguei com B. Para sempre. C e S nunca souberam porque é que eu e B deixámos de nos falar. Hoje penso que também eu não sei. As razões são agora, há distância de anos, tão inócuas e fúteis. Também nunca souberam porque é que nos falávamos, porque é que ficámos tão amigos em tão pouco tempo. Bem, porque o mundo é a casa do amor e da morte... *Post que talvez, quase de certeza, será aumentado, corrigido, etc. pois foi escrito à pressa, a pedido de uma das pessoas de que se fala. Porque, diz, nunca compreendeu... E eu não lhe vou explicar, pelo menos de modo muito explícito. O que aconteceu nos dias anteriores e posteriores a esse 22 de Maio continuará guardado no sótão dessa casa do amor e da morte...

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