terça-feira, 8 de janeiro de 2008

to smoke or not to somke

Fumador. Não radical. Ou seja, fumo imenso mas acho muito bem que quem não quer fumar não o faça por minha via. Uma legislação que restrinja o consumo de tabaco em locais públicos? Muito bem! Que se proíba o consumo de tabaco em todos os locais públicos? Não! Veementemente não. Isso não é uma política de saúde pública, isso é uma intrusão na saúde individual. O Estado-paizinho. Saí ontem do aeroporto de Portela. Onze horas Lisboa-Maputo. Mais duas anteriores (pelo menos) de acesso ao avião. A nova lei anti-tabagística entrou em vigor, tantos anos depois da sua introdução noutros países. Pois no aeroporto da Portela não se cuidou de estabelecer um único local destinado ao fumo - como existem numa pluralidade de aeroportos fora de Portugal. Fuma-se na rua, com um único cinzeiro apinhado de milhares de beatas que ninguém limpa. É inadmíssivel esta sobranceria arrivista de legisladores e executores, um pouco o provincianismo do "bom aluno" das coisas lá de fora, tornado mais papista do que o papa, mas não só, acima de tudo mero autoritarismo dos pequeninos medíocres nos pequeninos poderes. Os aeroportos portugueses são locais públicos, sob tutela estatal. Não são "escolas de virtudes". Que se instalem locais à partida e à chegada para fumadores. Confortáveis, arejados e higiénicos. Mais que não seja porque é esse o espírito da lei, restringir os locais de consumo, não eliminá-lo. Ou então não é, é uma lei anti-tabaco, e o nosso governo que proíba o seu comércio (já agora vendem-se cigarros em lojas do aeroporto, não é um paradoxo?). E então será outra a discussão. Adenda: Aqui deixei Moção sobre o assunto.
José Pimentel Teixeira, inblog ma-shamba.

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