sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

tão amigos!*

Dizem-se muito amigos. A cena decorre enquanto o familiar ou amigo generoso e altruísta se parte e reparte. Todos, cada um à sua maneira e à dimensão do seu egoísmo, o vão amando, usufruindo da gratuidade do seu coração grande, sobrecarregando-o de responsabilidades que, dizem, só lhe fazem bem. Ajudam a ocupar o tempo, ( como se a pessoa não tivesse sonhos e não sonhasse realizar alguns) obrigam a que se mexa e isso faz bem ao corpo e ao espírito. E lá continua o (a) pobre, que toda a sua vida correu, a marchar ao ritmo apressado dos grandes amigos.
*Título da autora, Maria de Lurdes.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Deixe o seu comentário. Tentarei responder a todos. Obrigado