sábado, 26 de janeiro de 2008

Correio República & Laicidade

1. Exército da República em manifestações monárquicas...!? Nestes últimos tempos, as (ainda existententes...!) «hostes monárquicas» portuguesas têm andado, muito atarefadas, a promover o «seu» centenário do «1 de Fevereiro», «Dia do Regicídio» e a tentar que ele seja assumido pelos portugueses como um «dia de luto nacional». Estão no seu direito: na nossa Repúblca os monárquicos têm um quadro legal que lhes permite fazerem, pacífica e democraticamente, a propaganda das suas ideias políticas! No entanto - como é bom de entender -, a República não pode dar apoio institucional àqueles projectos (monárquicos e não só) que abertamente visem a sua destruição. Nesse entendimento, atempadamente - e, ao que parece, sem qualquer resultado visível!!! -, chamámos a atenção do Ministro da Defesa Nacional e do Chefe do Estado Maior do Exército para uma prevista participação oficial de elementos do Exército - Regimento de Lanceiros, Fanfarra do Exército e do Colégio Militar e Grupo de Música de Câmara da Banda Sinfónica do Exército - nas manifestações políticas monárquicas - manifestações políticas assumidamente anti-republicanas, portanto - que terão lugar a 31 de Janeiro e a 1 de Fevereiro próximos. ver: aqui. 2. Atentado de 1 de Fevereiro de 1908 (Regicídio). No «site» da associação R&L disponibiliza-se um «dossier» bastante exaustivo (com alguns documentos menos conhecidos) sobre o atentado de 1 de Fevereiro de 1908 (Regicídio) ver: aqui. Gostaríamos de ver na Praça do Comércio uma placa que fizesse justiça à memória de Manuel Buíça e Alfredo Costa, os dois cidadãos que, a 1 de Fevereiro de 1908, aí mataram a Monarquia, dando a sua própria vida em prol da República e da Liberdade dos portugueses. ver: aqui. 3. Palestra «Do 28 de Janeiro ao 5 de Outubro». Por serem republicanos, na sua maioria, os portugueses sabem que só a República pode conferir a cada qual um estatuto inteiro de «cidadão» e que só com «cidadãos inteiros» será possível construir o futuro mais livre, mais justo e mais solidário (Constituição da República) que almejamos ter. Assim sendo, os portugueses, com os olhos mais postos no futuro do que no passado, não querem, decididamente, voltar a ser súbditos de nenhum soberano, seja ele qual for. Mas o passado também interessa aos republicanos, na exacta medida em que dele podemos colher ensinamentos para o presente e para o futuro. Nessa perspectiva, a associação R&L promove no próximo dia 29 de Janeiro, na Biblioteca-Museu República e Resistència, uma palestra onde o historiador Francisco Carromeu nos ajudará a recordar os principais intervenientes e os mais relevantes eventos que, historicamente, nos fizeram transitar de uma (velha) Monarquia para uma (primeira) República. ver aqui. Quem quiser aderir à campanha "Todos Cidadãos", clique na imagem ou aqui. Saudações Repúblicanas e Laicas.

1 comentário:

  1. Por muito que defenda os ideais de cidadania, de liberdade, igualdade e de separação entre Estado e Igrejas, não vou aderir a uma campanha que pretende glorificar o assassinato de um Chefe de Estado constitucional e o respectivo herdeiro. Aliás, a fraseologia usada não deixa de ser relevante: "mataram a Monarquia" sempre soa melhor do que "mataram o rei e o príncipe", como se Buíça e Costa tivessem grande moralidade.

    Uma coisa é ser republicano, outra coisa é ser anti-monárquico miliante. Não sofro de aversão mórbida à realeza nem de repulsa quase esquizofrénica pelos dias da Monarquia.

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