segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

rascunho encontrado num caderno abandonado #56

Ninguém entende a Dor até que ela lhe entre pelo corpo adentro, pela alma acima. Momento sublime em que, então, a Dor se torna límpida; todavia, por mais simples que aos seus olhos pareça, ninguém compreende a sua Dor. Nada de admirável, pensa, também antes não entendia a Dor. Só quem sofre como eu, pensa, percebe. A companhia da Dor. E se, por acaso, acaso de dores menores, a Dor sai corpo afora, alma abaixo, logo com ela desaparece o entendimento. Ninguém entende a Dor, quando ela dói aos outros. É até, um exagero, um carácter fraco, um mariquinhas pé-de-salsa...
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