segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

é o sol que gira à volta da terra, ou é a terra que gira à volta do sol? ou nem uma coisa nem outra?*

*Pensei em escrever algumas palavras acerca do post que corre pela blogosfera nacional, do qual extraí as palavras em itálico que a seguir poderão ler, de seu autor: Pedro Arroja; antes de escrever as ditas palavras, tomei a liberdade de traduzir para Português este post. Leiam então o excerto, o resto do post que cito, se quiserem, a tradução e, por fim, as minha palavras:
Excerto: (...) os preconceitos representam a sabedoria acumulada que os nossos antepassados nos legaram e que nós utilizamos de forma automática. Dizer que os preconceitos são irracionais constitui uma grande pretensão da nossa parte. Na realidade, tal equivale a afirmar que a sabedoria acumulada por muitos milhões de pessoas que viveram antes de nós e tiveram de se defrontar com os mesmos problemas que nós, encontrando soluções para eles - e soluções cuja eficácia a experiência de séculos frequentemente comprovou - são inválidas, e que, pelo contrário, somos nós, os da geração presente - aqueles acerca de cuja sabedoria a experiência ainda nada comprovou - que possuímos as boas soluções. leiam o resto do post no blog portugalcontemporaneo.blogspot.com se quiserem; eu recuso-me a meter um link para lá. Tradução: Irão executa, por enforcamento, dois rapazes por terem feito sexo (um com o outro, pois claro!) Um dos rapazes tinha 18 anos, o outro era menor. Foram apenas identificados pelas iniciais dos seus nomes, M.A. e A.M. Eles admitiram terem feito sexo (provavelmente confessaram-no sob tortura), mas alegaram em sua defesa que a maioria dos rapazes da sua idade o fazem entre si, e que eles não tinham noçaõ que as homossexualidade era púnivel com pena de morte. O Irão aplica a lei islâmica Sharia, que ordena que o sexo gay seja punido com pena de morte. Antes da sua execução, os rapazes foram mantidos na prisão durante 14 meses e severamente punidos com 228 chicotadas. A duração da detenção sugere que eles cometeram a, assim-chamada, ofensa mais de um ano antes, quando teriam cerca de 16 anos de idade. De acordo com o código penal Iraniano, as raparigas com 9 anos de idade e os rapazes com 15 anos de idade, podem ser condenados ao enforcamento. Outros três rapazes homossexuais Iranianos estão a ser perseguidos pela polícia, mas esconderam-se e a polícia não os consegue encontrar. Se forem encontrados, enfrentam igualmente a execução. As minha palavras: Gordon Allport, na obra A Natureza do Preconceito, de 1954, obra estudada nas Ciências Sociais, fez a primeira tentativa de abordagem sistemática a este tipo de juízos (preconceitos, estériotipos, e outros que tais) descrevendo-os como "atitudes adveras ou hostis em relação a uma pessoa que pertence a um grupo, simplesmente porque pertence a esse grupo, presumindo-se assim que ela possui as caracteísticas contestáveis atribuídas a esse grupo". De que resultam os preconceitos? "(...) de dois ingredientes essenciais - a generalização e a hostilidade erróneas (...)" Em que é que resulta esta hostilidade?
  1. Verbalização Negativa - julgo que toda a gente percebe o significado; anedotas; epítetos; etc;
  2. Evitamento - as pessoas evitam o contacto com membros do grupo (ou com pessoas que se considera pertencerem ao grupo) relativamente ao qual têm preconceitos;
  3. Discriminação - Traduze-se em acções que têm um efeito negativo (consequências) na vida das pessoas discriminadas;
  4. Ataque Físico - Actos de violência física contra pessoas que pertencem (ou se julga pertencerem) ao grupo discriminado;
  5. Exterminação - Quem não se lembra de Hitler; ou do Ku Klux Klan; ou da Inquisição?
Sobre a «racionalidade» do preconceito, diz Allport: "Para elaborar um julgamento ou preconceito sobre um grupo e as suas características não é necessária uma grande dose de conhecimento sobre os indíviduos desse grupo. É pouco provável que alguém obtenha provas que os Escocese sejam mais mesquinhos que os Noruegueses ou de que os Orientais sejam mais velhacos do que os Caucasianos e, no entanto, este tipo de crenças difunde-se tanto como as crenças mais racionais". Ora, o que é que o preconceito tem de racional? É necessário, de facto, um pensamento muito arrojado para encontrar a propalada racionalidade do preconceito. E eu, definitivamente, não tenho esse nível de pensamento...

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