domingo, 2 de dezembro de 2007

Lamego

Lamego Nossa Senhora dos Remédios Fotografia
Uma fotografia da Nossa Senhora dos Remédios, em Lamego.

Não, não pensem que agora de repente me converti. A minha religiosidade é tão pequena como a temperatura 0ºF. De Lamego, tenho muitas fotografias, mas esta retirei-a da internet e andava perdida na minha pasta de imagens diversas. Lastimavelmente nem sequer posso aqui citar a autoria da mesma. Se a pessoa que a tirou, por alguma arte mágica, conseguir dizer que é sua, que mo comunique - tantas são as fotografias semelhantes, para não dizer iguais, a esta que há pela internet.

Agora que a minha série de posts os náufragos está a chegar ao fim, pensei deixar aqui este pequeno registo sobre Lamego. Quem seguiu atentamente esta série saberá que a mesma foi iniciada devido a alguém que repetidamente vem parar a este blog procurando no google "andré benjamim + lamego".

Não sei o que a dita pessoa procura. Ou antes, sei. Mas quem faz a procura não pode saber o que procura. Porque só há neste mundo - pela religiosidade do local, coloquemos a ínfima hipótese que há outro mundo, o grau 1º F da religiosidade, portanto - dizia, só há neste mundo, além de mim mesmo, uma pessoa que saberia o que procurar. E essa pessoa não precisaria de procurar nada, porque essa pessoa já sabe tudo. Anteontem, uma vez mais, quem quer que seja, voltou a insistir na busca. Haja quem, como eu, não tenha mais que fazer! Basta enviar-me um e-mail - e eu respondo às intrigas da pessoa. Mas tem que me dizer o primeiro IP donde fez a busca, não vá outra pessoa querer saber mais que aquilo que eu quero contar...

Então, é assim: De Lamego tenho muitas, imensas fotografias. Um monte delas, com mais de quinze centímetros de altura. E já dei ou deitei fora a maioria delas. As que ainda tenho acabarão eventualmente por ter o mesmo destino. Em Lamego passei alguns - poucos e foram muitos - dias da minha vida. Todos inúteis e perdidos - sofridos. A Lamego continuo a ir, de quando em quando. Como quem vai a um cemitério e chora algumas lágrimas sobre uma lápide. Na lápide, não há nenhuma inscrição. Prefiro deixá-la em branco. Se houvesse, talvez fosse assim: Os amigos nunca se separam. Em homenagem à pessoa morta. Como qualquer lápide, seria mais uma mentira ou um desejo sem possível correspondência com a vida. E ainda assim a mais verdadeira. E ainda assim tão longe da verdade.

Se acham estes meus posts incompreensíveis, então leiam uma tragédia qualquer, sobre a perfídia. Otelo de William Shakespeare, à falta de mais adequada, serve.

Post-Scriptum: Aconselho a curiosa pessoa a ler antes estes blogs: Lamego em Foco; Sporting Clube de Lamego; e Diabos de Lamego.


Post-Scriptum 2: A frase Os amigos nunca se separam chegou-me às mãos há precisamente 9 anos. Vinha escrita num postal bonito com tons de azul. E eu acreditei, mas eu acreditava sempre! Não porque estivesse convencido, mas porque ia sendo vencido aos poucos, até que a derrota foi total - fatal. Mas eu sabia - tinha a triste certeza - que era mentira...

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