quinta-feira, 1 de novembro de 2007

um grande amor*

Quanto, quanto me queres? - perguntaste Numa voz de lamento diluída; E quando nos meus olhos demoraste À luz dos teus senti a luz da vida. Nas tuas mãos as minhas apertaste; Lá fora da luz do Sol já combalida Era um sorriso aberto num contraste Com a sombra da posse proibida... Bejámo-nos, então, a latejar No infinito e pálido vaivém Dos corpos que se entregam sem pensar... Não perguntes, não sei - não sei dizer: Um grande amor só se avalia bem Depois de se perder. *Poema de António Botto, in Canções. O título do post não é de António Botto.

2 comentários:

  1. António Botto e as suas "Canções"...
    Obrigado, André, por mais uma vez trazeres até nós uma das maiores vozes da poesia portuguesa.
    Abraço.

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  2. Ora essa, não tens de quê... É apenas o trabalho de estar a passar o texto para o computador... que, confesso, às vezes é chato, com as páginas dos livros a quererem-se fechar...

    Abraço.

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