Co'a longa penca vermelha na ponta,
Aos bordos, mui tonta, a cambalear,
Ei-la aqui vem a bem lusa ginginha,
Sempre prontinha p'ra todos tachar!
Com meu sangue, que é sangue de Deus,
Sem escarcéus, tristezas eu limpo;
Por velhos e novos sou pois adorada,
E até venerada, qual deusa do Olimpo.
A pobres e ricos, alegro e aqueço,
A todos ofereço um lugar em meu seio:
Tachar todo o mundo! é minha missão
Sublime pendão, que soberba, eu hasteio!
E' beber-me oh! rapazes, que eu dou-vos talento,
Saber e talento, p'ra tudo aprender!
Fazei o que eu digo! bebei da ginginha
Que mais depressinha haveis de aprender!
*Fevereiro de 1908, quem arrisca um nome?! Vá, a resposta número 678 tem um prémio, quer acerte quer adivinhe.
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Os zombies de Lisboa, de Torquato da Luz;
Lolita, de manuel a. domingos.
A imagem é uma reprodução do quadro de Tamara de Lempicka, intitulado Portrait Fille.
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