terça-feira, 6 de novembro de 2007

Espera-me*

Longe e nítidos caminham os caminhos Duma aventura perdida. Próxima a brisa Abre-se no ar. É o azul e o verde e o fresco duma idade Morta mas que regressa Com os seus claros cavalos de cristal Que se vão esbarrar no horizonte. Sophia de Mello Breyner Andresen, in. Coral (Segunda Parte, II, p.65), Editorial Caminho, 1.ª edição da Edição Definitiva. *O título do post é o título de um poema, na mesma obra (Segunda Parte, III, p. 75): Nas praias que são o rosto branco das amadas mortas Deixarei que o teu nome se perca repetido Mas espera-me: Pois por mais longos que sejam os caminhos Eu regresso.

2 comentários:

  1. espera-me é o meu poema predilecto da autora. Foi bom encontra-lo aqui

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