quarta-feira, 7 de novembro de 2007

de mãos dadas*

Os nossos dedos abriram mãos fechadas Cheias de perfume Partimos à aventura através de vozes e de gestos Pressentimos paixões como paisagens E cada corpo era um caminho. Mas um se ergueu tomando tudo E escorreram asas dos seus braços. Florestas, pântanos e rios, Viajámos imóveis debruçados, Enquanto o céu brilhava nas janelas. E a cidade partiu como um navio Através da noite. Sophia de Mello Breyner Andresen, in. Coral (Primeira Parte, I, p. 12) *O título foi apressadamente arranjado por mim. pode ser que este post proporcione um bom momento a alguém, tal como este.

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