Os nossos dedos abriram mãos fechadas
Cheias de perfume
Partimos à aventura através de vozes e de gestos
Pressentimos paixões como paisagens
E cada corpo era um caminho.
Mas um se ergueu tomando tudo
E escorreram asas dos seus braços.
Florestas, pântanos e rios,
Viajámos imóveis debruçados,
Enquanto o céu brilhava nas janelas.
E a cidade partiu como um navio
Através da noite.
Sophia de Mello Breyner Andresen, in. Coral (Primeira Parte, I, p. 12)
*O título foi apressadamente arranjado por mim. pode ser que este post proporcione um bom momento a alguém, tal como este.
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