domingo, 28 de outubro de 2007

hoje sinto-me como o Barão de Teive

Desceu sobre nós a mais profunda e a mais mortal das secas dos séculos - a do conhecimento íntimo da vacuidade de todos os esforços e da vaidade de todos os propósitos. Atingi à saciedade do nada, à plenitude de cousa nenhuma. O que me levará ao suicídio é um impulso como o que leva a deitar cedo*. Tenho um sono íntimo de todas as intenções. Nada pode já transformar a minha vida. Se... se... Sim, mas se é sempre uma cousa que não aconteceu; e se não aconteceu, para que supor o que seria se ela fosse?**
Barão de Teive, in. A Educação do Estóico (Assírio & Alvim, p.17, 1.ª edição) *Ou, no meu caso, a deitar tarde. **Ou quando aconteceu... Se... Se não tivesse acontecido...

2 comentários:

  1. vai com calma! a vida não é um deserto e a seca só dura até voltar a chover

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  2. :-) [não sei que dizer; talvez tenhas razão]. Abraço

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