quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Capitu, a menina de olhos oblíquos e dissimulados

Atravessa o cinzento fumo que para o céu se eleva uma enorme passarola, pelo padre Bartolomeu concebida e conduzida; dela vê Blimunda o seu Baltasar, depois de durante nove anos o procurar. Presa por uma corda, atira-se do alto, e o povo, os guardas, e os inquisidores estupefactos olham o espectáculo voador, olvidando-se da sua fogueira, onde não só os livros iam a queimar, mas também os seus autores. Blimunda abraça Baltasar, prendendo-o a si como as cordas que o amarravam. A passarola ganha altitude e voa em direcção ao Mundo Novo... Capitão Ahab reflecte sobre a crueldade que é caçar animais [excepto se for para fins recreativos em histórias de princípes e princesas que no fim hão-de casar e viver felizes para sempre]. Ele não gostaria que um qualquer perdador fosse a sua casa e o perseguisse infatigavelmente. Por entre a escuridão, vislumbra Moby Dick no horizonte. Reune-se com os marinheiros, e comunica-lhes que chegou a hora de regressarem a casa, onde mulheres e filhos os esperam ansiosamente. Meses depois regressa ao mar; as últimas notícias dão conta que anda pelas águas do Japão, combatendo os caçadores furtivos, e demovendo os outros... De quando em quando Moby Dick vem visitá-lo; juntos navegam em direcção ao infinito... Na véspera do seu casamento com Capitu, Dom Casmurro conversa com José Dias, a quem conta os seus receios e dúvidas; conta-lhe a história que o traz em sobressalto. José Dias ri-se dos seus devaneios e diz-lhe para se deixar de confabular... No dia seguinte, desfeitas as dúvidas de última hora, casa com Capitu, numa cerimónia «lindíssima»... [Para contextualização: A Origem das Espécies, Blue e o post anterior].

1 comentário:

  1. Eis uma espécie de shake de personagens e histórias eternas na Literatura do Mundo.

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