domingo, 30 de setembro de 2007

111*

Por vezes retiro um livro de uma estante, quase sempre de poesia, ao acaso escolho uma página, e leio:
Ah, no terrível silêncio do quarto O relógio com o seu som de silêncio! Monotonia! Quem me dará outra vez a minha infância perdida? Quem ma encontrará no meio da estrada de Deus - Perdida definitivamente, como um lenço no comboio.
É quase como escolher um blog ao acaso, da minha lista de links, e ler um post. Com uma grande diferença: quando retiro um livro de uma estante, retiro Álvaro de Campos. Podem ler este poema (o poema 111) na página 380 da primeira edição da Poesia de Álvaro de Campos, volume 16 das Obras de Fernando Pessoa, da Assírio & Alvim.

3 comentários:

  1. É curioso, André, que eu tenho sempre à minha beira um volume com toda a poesia de Álvaro de Campos e, tal como tu numa escolha aleatória de um livro, escolho eu muitas vezes um poema aleatório que leio em voz alta para que se me entranhe.

    Abraço.

    Fico sempre na expectativa de que postes de novo e a espera às vezes é longa!

    Vou clicar-te num Anúncio e espero que o seu valor te valha pelo menos o preço de um café.

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  2. Parece-me explicável esta «viragem colectiva» para Álvaro de Campos: ele é o futurista desbragado que Pessoa soube domar e incutir-lhe alguma sensatez...
    Hoje, estamos precisados de algum desregramento sem deitar a sensatez possível para o caixote do lixo...
    Um abraço, meu caro! :-)

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  3. Olá Joshua,

    Obrigado pelo comentário; às vezes a minha net (kanguru) está tão lenta, que desisto de tentar responder aos comentários... depois passa o momento, ou acabo por me esquecer...

    Abraço.

    Olá RIC,

    O que eu penso é que o Álvaro de Campos era menos heterónimo que o Fernando Pessoa ele mesmo... Abraço.

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