sábado, 7 de julho de 2007

poemas dos prisioneiros de Guantanamo*

Os poemas seguintes fazem parte de um colectânea de poesia escrita por prisioneiros de Guantanamo Bay, que será publicada em finais de Julho. Se quiserem mais informações sobre o livro visitem o site NPR.org. Is it True? by Osama Abu Kadir Is it true that the grass grows again after rain? Is it true that the flowers will rise up again in the Spring? Is it true that birds will migrate home again? Is it true that the salmon swim back up their streams? It is true. This is true. These are all miracles. But is it true that one day we'll leave Guantanamo Bay? Is it true that one day we'll go back to our homes? I sail in my dreams. I am dreaming of home. To be with my children, each one part of me; To be with my wife and the ones that I love; To be with my parents, my world's tenderest hearts. I dream to be home, to be free from this cage. But do you hear me, oh Judge, do you hear me at all? We are innocent, here, we've committed no crime. Set me free, set us free, if anywhere still Justice and compassion remain in this world! Pouco tempo após o 11 de Setembro, Osama Abu Kadir viajou para o Paquistão, para trabalhar como voluntário no Afeganistão, no grupo de missionários islâmicos, Tablighi Jamat. Os EUA advogam que este grupo estava a apoiar os homens da jihad, no Afeganistão, e prenderam Osama, perto de Jalalabad, em Novembro de 2001. No seu país natal, a Jordânia, Osama era conhecido como um homem dedicado à família, que trabalhava como camionista. Em Guantanamo é conhecido pelo número 651. Também podem ler este poema online, em voicesinwartime.org. Death Poem by Jumah al Dossari Take my blood. Take my death shroud and The remnants of my body. Take photographs of my corpse at the grave, lonely. Send them to the world, To the judges and To the people of conscience, Send them to the principled men and the fair-minded. And let them bear the guilty burden, before the world, Of this innocent soul. Let them bear the burden, before their children and before history, Of this wasted, sinless soul, Of this soul which has suffered at the hands of the "protectors of peace." Feito prisioneiro no Paquistão, e mantido na solitária desde 2003, Jumah al Dossari está muito debilitado mentalmente, o que preocupa os seus advogados. Este homem de 33 anos, natural do Bahraini, já se tentou matar por 12 vezes, desde que foi encarcerado em Guantanamo. Numa das visitas, o seu advogado encontrou-o pendurado com um lençol, com ferimentos graves no pescoço. Numa carta de 2005 escreveu: "O propósito de Guantanamo é destruir as pessoas, e eu fui destruído". Também podem ler este poema no site voicesinwartime.org. *via Magik River

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