terça-feira, 31 de julho de 2007

o que tenho (re)lido e recomendo

Juliana pelo quarto arrumava, dobrava, toda curiosa. Onde iriam? Onde iriam? D. Felicidade, amplamente sentada, de chapéu, tagarelava: uma indigestão que tivera na véspera com umas bajes; a cozinheira que a tinha querido «comer» em quatro vinténs; uma visita que lhe fizera a condessa de Arruela... Enfim, Luiza, disse, baixando o seu véu branco: - Vamos, filha. Faz-se tarde. Juliana foi-lhes alumiar, furiosa. Olha que propósito, irem duas mulheres sós por aí fora, numa tipóia! E se uma criada então se demorava na rua mais meia hora, credo, que alarido! Que duas bêbedas! (pp. 89-90)
José Maria Eça de Queiroz (in. O Primo Bazilio, Edição «Livros do Brasil»)

1 comentário:

  1. Eça é deus! E essa é uma das suas obras primas, ao lado de Os Maias e O crime do padre Amaro.

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