segunda-feira, 4 de junho de 2007
Não mintas dessa maneira.
Vê-se -
Muito claramente,
Que é mentira quanto dizes,
E a mentira, muitas vezes,
- Quando não tem convicção,
Em vez de afirmar destrói
Toda a ilusão.
Mente com outro sorriso -
Mas mente!,
Porque mentir,
Infelizmente, é preciso.
Essas palavras de amor
Doidamente construídas,
São necessárias
À comédia sempre igual
Das nossas vidas.
- E a mentira do teu corpo
Tem o sabor venenoso
De uma laranja madura
Numa paisagem lunar.
- Se deixasses de mentir,
Eu deixava de te amar.
ANTÓNIO BOTTO, In. Canções
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António Botto, o poeta maldito, o grande poeta!!!!
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