terça-feira, 8 de maio de 2007

rascunho encontrado num caderno abandonado #36

Os olhos que eu desejo
São os castanhos que vejo
Muito juntinho a mim,
Por isso me sinto assim:

Voa a negra ave presa
Por um fio de ouro,
Transporta a alma rúbea,
Suja, até ao castelo mouro...

Enfeita-se como marquesa
De verde, a minha tristeza,
E azul, branco, vermelho
E de amarelo-rúbeo-velho.

Na cama estendida é bela,
Sempre a sorrir, de preto
Pintada... De preto toda ela
Vagueando pelo castelo...

Não sei o que sinto!
Se calhar eu nem sinto!
Mas, muito junto a mim
Está por quem estou assim...

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