terça-feira, 8 de maio de 2007

rascunho encontrado num caderno abandonado #37

Chamava-me, alguém, longe, distante, mas eu não respondi. Chamava-me, alguém, estranho, mas eu não quis ouvir. Pedia-me que ficásse, mas eu parti. Para ti. Pedia-me que regressásse, mas eu fiquei. Em ti. Pedia-me que reconsiderásse, mas eu fugi. Contigo... Prendi-me a ti. Prepetuamente te quis, à morte me condenei. Foste uma prisão sem paredes nem grades. E nem assim eu ousei evadir-me. E nem assim me quiseste... Ouvia dizer, por outras palavras, de outras pessoas, estranhas, que o teu coração me mentia, que o meu coração se deixava enganar, que tu nunca me amarias, que tu nunca me quiseste amar. Que o teu sorrido, que fazia bater o meu coração, que iluminava a minha alma na escuridão da noite, não era para mim, na verdade...
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