domingo, 20 de maio de 2007

futebol*

Observava com delícia o prazer com que aqueles corpos atléticos corriam atrás de uma bola gasta, quase a rebentar. E, de quando em quando, corria também para aquela esfera misteriosa que nos unia de uma forma transcendente, ignorando os nossos vícios e virtudes, méritos e defeitos, medos e desejos, unindo-nos num todo denso e uno, num todo aconchegante e suado; era provavelmente esse o prazer do futebol, não nos distinguia: no momento da vitória festejávamos todos com a mesma alegria e euforia; e no momento da derrota o desânimo e as lágrimas eram partilhados na mesma dor.
*Eu mesmo, In. Os Cadernos Secretos de Sébastian (página 139)

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