segunda-feira, 9 de abril de 2007

rascunho encontrado num caderno abandonado #29

...mas tenho medo. Medo de estar doente, e medo de não estar - isto é, tenho medo que me vejam apenas como mais um hipocondríaco. (...) Isto parece paixão, parece amor, parece ridículo. E é isso tudo. E é desespero. E é nada. E sou Eu e a minha solidão aqui abandonada, à minha porta, sem-abrigo, pedindo para entrar. Insiste, insiste, demónio!, insiste, insiste, insiste! Que eu não fico nem me vou embora. Sou teu!... Apenas teu... E sou de ninguém... (...) E posso ficar aqui às escuras, a escrever tudo o que me vier à cabeça, sempre o mesmo, e a decidir se vou ou não vou fumar um cigarro, e a mandar o mundo à merda em pensamento, e na forma destas palavras de caligrafia de traço largo (não porque eu seja extrovertido, ou possessivo, mas porque estou furioso, e talvez isto me acalme)...
#1, #2, #3, #4, #5, #6, #7, #8, #9, #10, #11, #12, #13, #14, #15, #16, #17, #18, #19, #20, #21, #22, #23, #24, #25, #26, #27, #28,

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