quinta-feira, 12 de abril de 2007

foderam o meu anankê!*

não posso ouvir
o teu nome
e saber-te distante
como a distância
de uma palavra
amo-te! serviria?
tanta ânsia
de amar-te! poderia?
e saber a possibilidade
da desilusão
tanta como
tão grande o
desespero
estou doido? seria
mais fácil, mas
é como quando passas
ao meu lado
um discurso
disfragmentado
porque me olhas?
porquê? poderei
algum dia
perguntar-te, e depois
esquecer?
como este cigarro
que acendo, e depois
apago
(ou seja, amanhã
quando acordar...)


*Este post é dedicado a todos os meus amigos de Coimbra (2000/2005)

2 comentários:

  1. Mt, msm mt bonito! O constante embalar do poema tá brutal... bem como o conteudo,parabéns!

    :)

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  2. obrigado amiga White Box. Por onde andas, que nunca mais ouvi falar de ti? Beijinhos

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