quinta-feira, 29 de março de 2007

a sair brevemente...

tenho medo de fazer amor contigo, sabes não por medo da morte da destruição, da terra molhada, ou das longas separações, sentes demasiado pouco demasiado rápido cortas a ferida, dizes pensamento vazio e derrubas tudo em frente de ti, como um furacão levas tudo alheio e frio, como a vida sinto medo quando ando pela cidade que caio, de desmoronar-me ao nada que a tua pressão me comprima contra o chão que o rio não desagua, o sol cai, a cabeça não arrebenta, os sonhos não morrem, o medo é grande, como o mundo.  

Brane Mozetič, tradução de Jasmina Markič Publicação em Português, em breve, na Editorial 100.

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