quarta-feira, 21 de março de 2007

dia mundial da poesia

em cada rosto me perco
em cada rosto me detenho
e me encontro
em cada olhar me procuro
em cada olhar me vejo
e me encontro
em cada sonho me desejo
em cada sonho me revejo
e te encontro

4 comentários:

  1. ""Em todas as ruas te encontro
    em todas as ruas te perco
    conheço tão bem o teu corpo..."

    Sem comentários...

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  2. O post anterior... cujo autor é evidentemente Mario Cezariny.

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  3. Olá Anónimo,

    Fico muito agradecido por me chamar à atenção para a semelhança com o poema de Mário Cesariny de Vasconcelos. De facto, estava-me a soar bem demais para ser, de todo original. Olhe, se não se importa, considere que é um Cadáver Esquisito, assim à maneira surrealista, ou que é do género dos poemas que Cesariny escreveu na obra O Virgem Negra, decalcando Pessoa e os seus heterónimos...

    Fique bem, e vá deixando os seus comentários.

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  4. Olá. O jogo do cadáver esquisito é um bom ponto de partida para a criatividade.

    O que acontece com estas semelhanças penso ter a ver com a nossa memória, que se confunde entre o que nós pensamos ser desenvolvido pelo nosso pensamento e o resultado daquilo que absorvemos.

    Em relação ao surrealismo dizia a Frida Kahlo: "eu apenas pinto o que se passa na realidade".

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