quarta-feira, 21 de março de 2007

dia mundial da poesia #16

Sempre m'a fortuna deu
tristezas com que não posso
des que deixei de ser meu
polo ser de todo vosso.

Que depois que vos servi
com tal firmeza, senhora,
nunca de vós até'gora
nenhum bem já recebi.
Des então padeci eu
mil males com que não posso
porque deixei de ser meu
polo ser de todo vosso.


DIOGO BRANDÃO (século XVI)

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